QUEM VAI ASSUMIR O TOPO EM PORTUGAL?

De acordo com as boas previsões, campeonato pode ser encerrado em  03 dias. John John Florence defende a ponta das ameaças de Jordy Smith e Medina, que precisa vencer a etapa para seguir sonhando com o título.

Uma última chance! É o que resta para Gabriel Medina, Filipe Toledo, Owen Wright, Julian Wilson e Matt Wilkinson manterem vivas as esperanças de conquistar o caneco mundial de 2017. Apenas a vitória interessa aos surfistas na décima parada do Circuito Mundial em Peniche, Portugal. Mas será possível levar a decisão para o Pipeline Masters no Hawaií?


As previsões são boas neste fim de semana para o início das disputas do MEO Rip Curl Pro Portugal. Foto: Poullenot/WSL.

A corrida pelo título na temporada de 2017 terá um capítulo decisivo em Supertubos. O atual campeão mundial e líder do ranking, John John Florence, defende a ponta, enquanto o sul-africano Jordy Smith, que está em sua cola, na vice-liderança, tentará a todo custo tirar-lhe a lycra amarela do Jeep Leader Championship Tour. E o brasileiro Gabriel Medina também tem chances de ir ao topo, mas vai depender de uma combinação de resultados.

Medina em ação na etapa no ano passado. Foto: Poullenot/WSL.

A janela do do MEO Rip Curl Pro Portugal, começa amanhã, sexta-feira (20/10), mas a chamada foi marcada para sábado, 21/10, às cinco da madrugada pelo horário de Brasília. A expectativa é a de que o campeonato comece com condições épicas, podendo ser encerrado em três dias.

John John é o único que depende apenas de si mesmo para ser campeão mundial em Portugal, assim como na temporada passada. Foto: Poullenot

John John é o único que depende apenas de si mesmo para ser campeão mundial em Portugal, assim como na temporada passada. Foto: Poullenot

“O evento é sempre muito empolgante com a chegada do fim do ano. O ano passado aqui é uma das melhores lembranças que tive na minha carreira competitiva. Estou muito animado por estar aqui este ano com essa previsão das ondas, então espero que a gente possa alguns tubos grandes”, disse John John Florence, que espera um início storm para o campeonato, com ondas pesadas e de bom tamanho.

Além de afunilar a batalha pelo caneco deste ano, a etapa portuguesa também será crucial para os que buscam fugir do rebaixamento. Ao término de 11 eventos, os dois piores resultados de cada surfista serão descartados e só o G-22 se mantém na elite em 2018. Brasileiros como Jadson André, Miguel Pupo, Ítalo Ferreira e Caio Ibelli terão uma oportunidade de ouro para se salvarem da degola.

Miguel Pupo é um dos brasileiros que tem que fugir da degola. Foto: Cestari/WSL.

O único que depende apenas de si mesmo é John John Florence. Para alcançar o bicampeonato nas ondas portuguesas com uma etapa de antecedência, assim como na temporada passada, o havaiano é o que o precisa de menos cálculos. Se vencer a etapa, ele terá de torcer para Jordy não chegar nas quartas de final (nono lugar ou pior).

Ser for vice, o surfista do North Shore de Oahu precisa contar com um tropeço do sul-africano até o Round 3, sem uma vitória de Medina, Owen ou Wilko. As hipóteses mais remotas são as de Julian Wilson, Adriano de Souza, Filipe Toledo. E as contas matemáticas estão a favor do havaiano, contudo, há oito tops da elite com chances de arrematar o caneco nesta temporada, embora tenham de vencer para cumprir a difícil missão.

Adriano de Souza na etapa do ano passado. Foto: Poullenot/WSL.

Se for campeão em Portugal pelo segundo ano consecutivo, apenas Jordy Smith mantém vivo o sonho de terminar o ano no topo do mundo, mas o sul-africano teria obrigatoriamente de ficar pelo menos em quinto lugar, ou seja, chegar nas quartas de final.

O sul-africano Jordy Smith. Foto: Cestari/WSL.

O sul-africano Jordy Smith. Foto: Cestari/WSL.

“Do jeito que os pontos estão no momento, eu acredito que o título será decidido no Hawaii. Como o John disse no ano passado, teremos ondas grandes e belos tubos, então, quem sabe. Tudo pode acontecer” – avaliou Jordy Smith, que vestiu a lycra amarela até a eliminação precoce no Wound 3 na França.

único brasileiro que pode garantir a liderança do ranking em Portugal

Gabriel Medina é o único integrante do time verde-amarelo que pode garantir a liderança do ranking em Portugal. O tricampeonato em Hossegor, na França, colocou o primeiro brasileiro campeão mundial de vez na briga. Para sair de Peniche como número 1, Medina precisa vencer a etapa e torcer por uma queda de John John até a terceira fase. Já Jordy Smith teria de cair antes das quartas de final para não atrapalhar os planos do brasileiro.

 Medina Gabriel Medina pode alcançar a liderança do ranking mundial em Peniche, mas depende de uma combinação de resultados. Foto: Pedro Mestre/WSL.

Medina Gabriel Medina pode alcançar a liderança do ranking mundial em Peniche, mas depende de uma combinação de resultados. Foto: Pedro Mestre/WSL.

Caso o local de Maresias conquiste as etapas de Peniche e Pipeline, a melhor das hipóteses possíveis, John John não poderia passar das quartas nos dois eventos e Jordy Smith teria cair no máximo na semi, tanto em Peniche como em Pipeline.

Com um primeiro e um segundo lugar nas etapas derradeiras, a secada teria de ser maior ainda. Neste caso, tanto o havaiano como o sul-africano teriam de parar na quinta fase em Portugal e no Hawaii.

Medina também pode ser campeão com dois segundos lugares, um segundo e um terceiro lugares, dois terceiros lugares e um terceiro e um quinto lugar ou um segundo e um nono, no enanto, nestas simulações, a linha de corte da secada aos rivais seria bem maior, com o brasileiro tendo que torcer para quedas precoces de John John e Jordy Smith.

O havaiano Mason Ho e o português Vasco Ribeiro são os wildcards e completam a lista da etapa portuguesa. Fotos/ WSL.

O Brasil chega com força máxima em Supertubos e terá todos os seus nove representantes na elite. A volta de Kelly Slater após a lesão no tornozelo era esperada. Contudo, o onze vezes campeão do mundo optou por ter mais tempo de recuperação e será substituído novamente pelo também americano Nat Young. O havaiano Mason Ho, irmão da top da elite Coco Ho, e o português Vasco Ribeiro são os wildcards e completam a lista da etapa portuguesa.

O MEO Rip Curl Pro Portugal tem chamada prevista para sábado, 21/10, às cinco da madrugada pelo horário de Brasília. Confira o evento ao vivo,clicando aqui.

A batalha vai pegar fogo em Portugal! Foto: Pedro Mestre/WSL.

Confira as baterias da 1ª fase em Portugal:

1: Julian Wilson (AUS), Caio Ibelli (BRA) e Leo Fioravanti (ITA)
2: Matt Wilkinson (AUS), Bede Durbidge (AUS) e Stuart Kennedy (AUS)
3: Owen Wright (AUS), Conner Coffin (EUA) e Ethan Ewing (AUS)
4: Gabriel Medina (BRA), Wiggolly Dantas (BRA) e Josh Kerr (AUS)
5: Jordy Smith (AFR), Italo Ferreira (BRA) e Vasco Ribeiro (POR)
6: John John Florence (HAW), Kanoa Igarashi (EUA) e Mason Ho (HAW)
7: Adriano de Souza (BRA), Jeremy Flores (FRA) e Jack Freestone (AUS)
8: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (PLF) e Jadson André (BRA)
9: Joel Parkinson (AUS), Joan Duru (FRA) e Nat Young (EUA)
10: Kolohe Andino (EUA), Connor O’Leary (AUS) e Miguel Pupo (BRA)
11: Sebastian Zietz (HAW), Adrian Buchan (AUS) e Ezekiel Lau (HAW)
12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (POR) e Ian Gouveia (BRA)

G-22 do Circuito Mundial:

1: John John Florence (HAW) – 49.900 pontos
2: Jordy Smith (AFR) – 47.600
3: Gabriel Medina (BRA) – 40.750
4: Owen Wright (AUS) – 39.850
5: Matt Wilkinson (AUS) – 38.200
6: Julian Wilson (AUS) – 37.700
7: Adriano de Souza (BRA) – 36.600
8: Filipe Toledo (BRA) – 34.950
9: Joel Parkinson (AUS) – 31.850
10: Kolohe Andino (EUA) – 30.000
11: Sebastian Zietz (HAW) – 29.750
12: Mick Fanning (AUS) – 28.300
13: Frederico Morais (PRT) – 26.400
14: Adrian Buchan (AUS) – 25.250
15: Connor O´Leary (AUS) – 25.200
16: Joan Duru (FRA) – 23.400
17: Michel Bourez (TAH) – 22.450
18: Jeremy Flores (FRA) – 21.450
19: Caio Ibelli (BRA) – 20.500
20: Bede Durbidge (AUS) – 20.200
21: Conner Coffin (EUA) – 19.750
22: Wiggolly Dantas (BRA) – 18.700
Outros brasileiros:
23: Italo Ferreira (BRA) – 16.450 pontos
25: Ian Gouveia (BRA) – 14.250
27: Miguel Pupo (BRA) – 14.200
30: Jadson André (BRA) – 11.750
35: Yago Dora (BRA) – 7.000
38: Jessé Mendes (BRA) – 2.250
43: Bino Lopes (BRA) – 1.000
44: Samuel Pupo (BRA) – 500

Fonte: globoesporte.globo.com