ERIC DE SOUZA TOTALMENTE INSANO NO MÉXICO

O tube rider carioca Eric de Souza passou 15 dias no México para pegar um grande swell, o primeiro da temporada. O resultado você pode ver no vídeo com imagens insanas da trip e também no relado do surfista. Manda ver, my brother!

 Confira também a matéria 9 DICAS ARA ENTUBAR, onde o carioca Eric de Souza dá uma aula com passos essenciais para prolongar os seus tubos de backside.

Por Eric de Souza.

Comprei um ticket para uma viagem de 15 dias, uma viagem ‘tiro certo’ para pegar um grande swell, o primeiro da temporada que teve a possibilidade de realização da etapa do Circuito Mundial de Ondas Grandes. “Eu falava direito como Pedro Calado, Igor Hossmann e com toda a galera que já estava lá. Então, comprei a passagem e tive uma experiência incrível!

Meu primeiro dia já foi insano, um dos melhores dias de surf da minha vida! Como minhas prancha não chegaram, surfei com uma do Calado. No segundo dia, as ondas estavam gigantescas e foi uma experiência diferenciada pra mim, pois nos últimos anos eu vinha surfando mais slabs, ondas buraco, pesadas, em lugares como Indonésia e Caribe. Mas Puerto Escondido tem um efeito parecido com o de Nazaré, Portugal, que é o de ampliar o tamanho das ondas com o swell.

Um final de tarde para Eric se lembrar. Puerto Escondido com umas montanhas de água . Foto: reprodução Facebook/Shannon Reporting.

Essas ondulações com período alto, com 18 / 20 segundos, multiplicam o tamanho das bombas que formam um triângulo na bancada. E aí as ondas ficam gigantescas. É isso o que acontece ali, principalmente com swell de sul. Mas mal eu sabia que esse era apenas o primeiro swell. Nós tivemos uma semana inteira de ondas, perfeitas e constantes. Aí quando eu estava para ir embora, outro swell apareceu no mapa.

O pessoal da WSL começou a se organizar para a realização da etapa do Big Wave Tour e mudei a data da minha passagem. Eu não podia perder a oportunidade de ficar e ver ao vivo o Calado e toda aquela galera casca grossa competindo. Eu queria ter essa experiência. Geralmente esses eventos acontecem em dois dias, mas essa etapa mexicana rolou em apenas um, então a competição começou muito cedo, na primeira luz do dia e tive pouquíssimo tempo para surfar.

Twiggy Grant Baker. Foto: Heff/WSL.

Twiggy Grant Baker. Foto: Heff/WSL.

O Twiggy Grant Baker foi lançado do jet ski do meu lado. Eu tinha entrado no mar ainda de noite, no escuro. Estava com bastante medo e mesmo com pouca visibilidade dava pra saber que o mar estava realmente grande. Foi complicado, mas eu consegui pegar uma onda. Foi uma experiência muito doida, adrenalizante, pois tive uns dez minutos para escolher uma onda.

O pessoal do jet ski já estava querendo me tirar do pico, mas eu conseguiu pegar uma. Fiquei amarradão! Não quebrei minha prancha e depois que saí da água ainda vi o Calado competindo, a galera representando. Foram performances insanas! Tem que ser muito insano pra gostar de um mar daquele. Realmente não é para qualquer um.

A trip rendeu imagens insanas do tube rider carioca. Foto: Youtube.

Quando estava chegando a data para eu ir embora, apareceu outro swell nos mapas e esse parecia ser o maior de toda a temporada. Então, tive que mudar novamente a data do meu retorno. Essa viagem foi insana, pois em um mês e meio entraram três ondulações de 15 a 25 pés. Foi uma experiência única, um intensivo de treino. Foi realmente o que eu queria, que era sair da minha zona de conforto. Tenho surfado tubos pesados na Indonésia e no Caribe, então já sei que tenho condições de surfar, pois me dediquei muito. Agora no México foi uma experiência diferenciada que meu deu um gostinho de ondas grandes.

Eric fez a cabeça nos cilindros mexicanos. Foto: Reprodução vídeo.

Eric fez a cabeça nos cilindros mexicanos. Foto: Reprodução vídeo.

Puerto é um lugar que você só precisa da sua disposição e da sua prancha para surfar. Tem vários lugares que você precisa de jet ski, de pessoas fazendo resgate, então é mais complicado. Foi uma temporada muito boa, realmente uma das minhas melhores viagens. Em breve vou voltar para Portugal. Agora já estou conhecendo um pouco mais sobre as pranchas grandes e estou amarradão de estar nessa pegada de surfar ondas maiores.

Amarradão de ver essa galera do Brasil, o Calado, o Chumbinho, o Gordo, o Scooby, que surfa ondas grandes, que mora no Rio e que eu falo com frequência. Fico sempre muito amarradão de estar com meus amigos, instigado com eles e tentando chegar no nível deles. Eles estão demais, já pegaram muitas ondas e é bom que eu posso me espelhar na insanidade deles.