A PRANCHA MÁGICA DE UMA CAMPEÃ

A campeã brasileira de surf profissional segue firme na sua busca por uma vaga na elite do surf feminino e já coleciona algumas vitórias. Este ano, Silvana Lima levou a melhor na etapa QS 1500 Praia do Forte Pro, alcançou dois vice-campeonatos em Los Cabos e El Salvador, além do título do Pro QS 3000 Essential Costa Rica Pro. (Em destaque: A atleta aproveitando um dia de boas ondas em um dos cartões-postais do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução Intagram/@leonevesrj)

Por Viviane Freitassil-prancha-costa-rica-joan-pachecoSilvana Lima no pódio do Essential Pro Costa Rica ao lado de Pauline Ado. Foto: Johan Pacheco/WSL.

Mas para alcançar essas conquistas é preciso muito treino, foco, disciplina e bons equipamentos que lhe permitem aplicar manobras potentes e superar suas adversárias. Os eventos QS da WSL lhe proporcionam experimentar a melhor prancha que encaixa no seu surf.

Silvana treina no Recreio dos Bandeirantes com sua Xanadu mágica. Foto: Jori Queiroz.

“Este ano comecei com a prancha do John Cabianca, desde que ele começou a shapear no Brasil, mas a partir do meio do ano mudei porque não me dei muito bem. Agora estou surfando com as do Xanadu que é meu shaper atualmente”, comenta Silvana, que está focada para disputar o QS Prime da Austrália, onde pode carimbar o seu passaporte para as disputas do Circuito Mundial WSL em 2017.

Neste momento, a sua prancha mágica é uma Xanadu tamanho 5’5″ (17×7 por 2,25 e 21 de volume) e rabeta squash, a mesma que surfou na Costa Rica. Para os eventos, a atleta leva sempre quatro pranchas para treinar e competir, no caso de alguma quebrar, sendo duas com tamanho 5’10″ (se o mar subir), duas 5’5″ ou uma 5’10″ e três pranchas 5’5″.

“Meu quiver tem sempre estas medidas, seja para o dia a dia ou nas disputas até um metro de onda. Antes, eu surfava com tamanho 5’4″ e este ano preferi aumentar. Também gosto muito da rabeta square e gostaria de testar um modelo exclusivo para treinar aéreos”, diz a atleta. 

sil-prancha-1Silvana conta com bons equipamentos para voltar à elite do surf. Foto: WSL.

No entanto, para surfar com equipamentos de medidas tão pequenas, como as da Silvana, é preciso muita habilidade e experiência no surf. “A dica que deixo para as meninas que estão começando é pagar uma prancha com mais borda ou um funboard menor. É uma forma de aprender mais rápido, com mais fluidez e pegar o equilíbrio até diminuir o tamanho. Se for direto para uma menor vai demorar mais para desenvolver no esporte. Além disso, tem que gostar muito de surfar e acreditar que um dia pode fazer o que tanto gostaria como pegar um tubo ou dar uma rasgada”, conclui a cearense.

sil-prancha-5-wslOs aéreos lhe rendem boas pontuações durante as disputas. Foto: WSL.