A MELHOR TRIP DE DIA DOS PAIS

Nada melhor que dividir altas ondas com seu melhor amigo! Foi esse o privilégio do surfista Daniel Ferlin, que fez sua melhor surf trip ao lado do seu pai, Augusto Ferlin. 

Chicama, o lugar com a onda mais longa do mundo. Uma onda na qual todos os surfistas do mundo sonham e querem surfar. Um lugar de uma cultura incrível e onde o surf começou, com histórias fascinantes. E essa foi a trip dos sonhos que Daniel Ferlin teve o privilégio de fazer com seu pai, Augusto Ferlin. Confira o relato do surfista!

 Por Daniel Ferlin.

Em destaque Line up em Chicama, Peru. Fotos: Arquivo Pessoal.

Daniel também aproveitou a trip para afiar seu surf. 

Eu nunca tinha ido ao Peru e nem meu pai que me acompanhou nessa viagem. Com um ano de idade, meu pai já me colocava em cima de uma prancha, então, foi nessa trip que começou a realização de dois sonhos! O meu de ser surfista profissional, além do meu pai de poder surfar comigo, já que ele também chegou a competir quando era mais novo e sempre amou o esporte e o mar. Por isso, se tornou biólogo marinho, mas nunca deixou de surfar.


“Poder conhecer vários lugares, surfar em ondas diferentes e fazer tudo isso na companhia do meu pai, torna tudo mais irado! E tenho certeza que faremos muitas outras surf trips.”

Daniel Ferlin durante a trip no Peru. 

Minha primeira viagem com com meu pai foi para Costa Rica, surfamos nos melhores picos, mas eu ainda era muito pequeno. Então, dessa vez no Peru foi a primeira onde realmente pudemos estar só os dois na mesma sintonia.


“… foi nessa trip que começou a realização de dois sonhos!”

Ao chegar em Chicama, o mar estava subindo com uma previsão de altas ondas para a semana, mas já estava incrível, com ondas de um metro nas séries e com extensão que nunca tínhamos visto antes. Parecia que estávamos sonhando, pegamos várias ondas e nos divertimos muito.

O pai, Augusto Ferlin, se divertindo nas ondas em Chicama. 

No dia seguinte, o mar já estava bombando e parecia desenho de caderno! Olhávamos para o horizonte e dava para contar mais de oito linhas intermináveis, surreal. A semana toda foi igual, acordávamos, tomávamos o café da manhã e surf. Almoço rápido, descanso e surf, surf, surf o dia inteiro, percorrendo ondas de até três quilômetros de extensão, de cansar as pernas.


“Parecia que estávamos sonhando, pegamos várias ondas e nos divertimos muito.”

Visual perfeito do pico.

Visual perfeito do pico.

Nos primeiros dias, íamos pegando as ondas e voltávamos caminhando para o pico, pilhados com aquele visual e com aquelas condições de sonho.

Depois que o mar ficou maior, era quase impossível vencer a correnteza na remada e decidimos pegar o barco, aí a coisa ficou boa e aproveitamos ainda mais, pois pegávamos a onda e, rapidamente, já voltávamos para o pico.

Foi algo muito legal, pois no trajeto para o pico avistávamos as ondas um do outro. Mas eu e meu pai às vezes nos encontrávamos no barco e voltávamos para o pico falando sobre as nossas performances. Como as ondas em Chicama são muito longas, nem sempre voltávamos para o pico na mesma viagem de barco.


“Somos amigos, parceiros unidos pelo surf…surfar em ondas diferentes e fazer tudo isso na companhia do meu pai, torna tudo mais irado! E tenho certeza que faremos muitas outras surf trips.”

Me sinto privilegiado e agradeço todos os dias por ter a família que tenho e por ter meu pai perto de mim. Somos amigos, parceiros unidos pelo surf e gostamos das mesmas coisas. Poder conhecer vários lugares, surfar em ondas diferentes e fazer tudo isso na companhia do meu pai, torna tudo mais irado! E tenho certeza que faremos muitas outras surf trips.

Quero dar os meus parabéns a todos os pais surfistas de filhos surfistas. Que neste Dia dos Pais possamos surfar muito! Este é o melhor presente, ainda mais que o mar promete para o dia deles!

Augusto_Ferlin_10Augusto Ferlin fazendo a cabeça nas ondas peruanas.