BRASIL X HAWAII – O QUE MEDINA PRECISA FAZER PARA LEVAR O BI MUNDIAL

Líder do ranking e atual campeão mundial, o havaiano John John Florence nunca venceu em Pipeline. E retrospecto conta a favor de Gabriel Medina, que tem dois vices no lugar do histórico título de 2014.

Atual campeão mundial e líder do ranking com 53.350 pontos, o havaiano John John Florence tem uma ligeira vantagem na decisiva das 11 etapas do Circuito Mundial de 2017. O brasileiro Gabriel Medina aparece em segundo, com 50.250 de pontuação.

Em seguida, vem o sul-africano Jordy Smith, terceiro do ranking (47.600), que também está na briga pleo título mundial deste ano. Já o australiano Julian Wilson (45.200) corre por fora e tem remotas chances, apesar de ser o único dos quatro com uma conquista em Pipe.

O prazo do Billabong Pipe Masters em memória a Andy Irons começa amanhã, sexta-feira (dia 08/12), e segue até o dia 20 de dezembro para fechar a temporada 2017 do World Surf League Championship Tour. Você vao poder conferir ao vivo a briga Brasil X Hawaii pelo bi campeonato deste ano, clicando AQUI.

JOHN JOHN TEM VANTAGEM NA LUTA PELO BI, MAS MEDINA SURFA “EM CASA” NO HAWAII

Medina comemorando o título da etapa na França este ano. Foto: Poullenot/WSL

Medina comemorando o título da etapa na França este ano. Foto: Poullenot/WSL

Uma das temporadas mais acirradas de todos os tempos está prestes a chegar ao fim. Após uma perna europeia perfeita, com duas vitórias seguidas, em Portugal e na França, Gabriel Medina entrou na briga pelo bicampeonato mundial.

John John Florence tem uma ligeira vantagem pelo bi, com com 53.350 pontos, e Medina em logo atrás com 50.250 de pontuação.

Apesar de nunca ter vencido no pico, Gabriel acumula resultados sólidos em Pipeline. Nas últimas três edições, ele acumula dois vices, em 2014, ano em que foi campeão mundial, e em 2015, quando Adriano de Souza levou o caneco de melhor do mundo. Esses resultados o credenciam para ser um dos favoritos no Hawaii.

Frequentador de Pipe desde pequeno, Medina está mais que familiarizado com as ondas de lá. Foto: Poullenot/WSL.

O brasileiro frequenta Pipe desde a infância e conhece como poucos o caminho das pedras. A casa onde se hospeda no pico está a alguns passos do palco principal da competição. E embora o Hawaii seja o “quintal de casa” de John John, o havaiano ainda não teve nenhuma vitória no lugar onde nasceu e foi criado. Seu melhor resultado foi o vice- campeonato em 2013.

Florence garante o bicampeonato se for à final no Hawaii. Se terminar em terceiro ou quinto lugar, Gabriel Medina leva o título se for campeão em Pipeline. E no caso de um nono lugar do havaiano, o Medina precisaria ser pelo menos finalista, enquanto Jordy Smith teria de vencer o evento para conquistar o seu primeiro caneco na carreira.

O brasileiro em Supertubos, Peniche, no MEO Rip Curl Pro Portugal este ano, onde foi campeão da etapa. Foto: Masurel/WSL.

“Antes eu não estava realmente pensando em título mundial, mas agora estou definitivamente acreditando nisso. Ele (John John) tem uma vantagem, mas agora tudo pode acontecer lá no Hawaii. Eu só quero surfar o melhor que eu puder em Pipeline. Adoro aquela onda e já consegui bons resultados neste evento, então nada é impossível e vou preparado para disputar o título lá mais uma vez”, disse Medina à WSL depois de vencer em Portugal.

John John Florence. Foto: Keoki/WSL.

John John Florence. Foto: Keoki/WSL.

Se o Florence ficar em 13º ou 25º, Gabriel Medina precisa no mínimo de um quinto lugar para conquistar o título, e Smith teria de ser pelo menos segundo. A Julian só a vitória interessa, contando com os tropeços dos rivais.

Os cotados a erguer o caneco mundial começaram a escrever suas histórias na etapa realizada no Hawaii em 2011. Julian Wilson foi campeão em 2014, ano em que ganhou a renomada Tríplice Coroa Havaiana, somando os resultados em Haleiwa e Sunset Beach, pelo QS, fechando em Pipeline, no WCT.  Já Medina carrega nas costas dois vices, em 2014 e 2015, e surfa o pico como um local.

As expectativas são grandes para o havaiano, mas ele terá de lidar com a pressão e mostrar frieza para defender o seu título e, assim, repetir o ídolo Andy Irons, campeão mundial em 2003, 2004 e 2005. Jordy Smith ainda não passou das quartas no Hawaii e tem uma provação pela frente.

HISTÓRIA DOS CANDIDATOS NO HAWAII DE 2011 A 2016

  • John John Florence: 5º, 13º, 2º, 5º, 9º, 5º
  • Gabriel Medina: 5º, 9º, 13º, 2º, 2º, 13º
  • Jordy Smith: 13º, 13º, lesionado, 25º, 13º, 5º
  • Julian Wilson: 13º, 13º, 5º, 1º, 13º, 13º

Vitórias entre 2011 e 2016:

  • Julian Wilson: 1
  • Florence: 0
  • Medina: 0
  • Smith: 0

Presença em finais:

  • Medina: 2
  • John John Florence: 1
  • Julian Wilson: 1
  • Smith: 0

Presença em semifinais:

  • Medina: 2
  • Florence: 1
  • Wilson: 1
  • Smith: 0

Quartas de final:

  • Florence: 4
  • Medina: 3
  • Wilson: 2
  • Smith: 1

 OS CENÁRIOS DO TÍTULO MUNDIAL

Etapa: Pipeline Masters, Hawaii

Onde: Banzai Pipeline no North Shore da ilha de Oahu, Hawaii

Data: 08 a 20 de dezembro de 2017.

PRIMEIRA FASE DO BILLABONG PIPE MASTERS:

1.a: Matt Wilkinson (AUS), Jeremy Flores (FRA), Jadson André (BRA)

2.a: Owen Wright (AUS), Kanoa Igarashi (EUA), Josh Kerr (AUS)

3.a: Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA), Stuart Kennedy (AUS)

4.a: Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS), Ethan Ewing (AUS)

5.a: Gabriel Medina (BRA)Miguel Pupo (BRA), convidado

6.a: John John Florence (HAW), Wiggolly Dantas (BRA), convidado

7.a: Adriano de Souza (BRA)Caio Ibelli (BRA), Jack Freestone (AUS)

8.a: Kolohe Andino (EUA), Joan Duru (FRA), Kelly Slater (EUA)

9.a: Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (TAH), Ezekiel Lau (HAW)

10: Sebastian Zietz (HAW), Adrian Buchan (AUS), Ian Gouveia (BRA)

11: Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS), Leonardo Fioravanti (ITA)

12: Mick Fanning (AUS), Frederico Morais (PRT), Italo Ferreira (BRA)

Fonte: globoesporte.globo.com