CAMPEÃ SUL-AMERICANA BUSCA INÉDITO TÍTULO BRASILEIRO NA CARREIRA

A paranaense Nathalie Martins é um dos destaques no Wiggolly Dantas apresenta Brasileiro de Surf Feminino nas ondas de Itamambuca em Ubatuba.

Na edição inicial, em 2015, Nathalie Martins perdeu logo na estreia e no ano passado ela foi a quinta colocada, parando na semifinal. Agora, a atleta paranaense retorna a Ubatuba querendo o título brasileiro profissional feminino. A atual campeã sul-americana da WSL quer ampliar sua lista de conquistas e aparece como um dos destaques no Wiggolly Dantas apresenta Brasileiro de Surf Feminino, nos dias 22 a 24 de setembro, na Praia de Itamambuca em Ubatuba. (Em destaque: Nathalie Martins. Foto: Diego Martinez)

A Nathalie. Foto:  Vinicius Araujo Magica Surf.

A Nathalie. Foto: Vinicius Araujo Magica Surf.

Pelo terceiro ano, o evento exclusivo para mulheres definirá a campeã da Abrasp, numa iniciativa do top do WCT, que tem como uma de suas inspirações a sua irmã, Suelen Naraísa, bicampeã nacional.

Para Nathalie, o campeonato pode ser o reinício de uma sequência boa de resultados. “Depois do título sul-americano, tive uma fase bem complicada, pois me lesionei e não pude usufruir muito do que a conquista proporciona”, revelou a surfista paranaense.

Nathalie, atual campeã sul-americana da WSL, quer ampliar sua lista de conquistas. Foto: Nichols/WSL.

Nathalie lembra que recebeu o convite para disputar a triagem do WCT em Saquarema e estava quatro meses sem surfar. “Mas mesmo assim tinha de tentar, né?”, argumentou ela, que também tinha o direito de disputar os eventos QS 6000 até a metade do ano. “Mas minha lesão não permitiu. Estou bem animada para este evento. É um sonho que eu tenho desde o começo”, falou.

Nathalie Martins. Foto: Jean Pierre Boudon.

Nathalie Martins. Foto: Jean Pierre Boudon.

E a paranaense acrescentou lembrando ter história em Itamambuca: “Eu tive um péssimo e um bom resultado nas duas edições. Isso quer dizer que tudo pode acontecer (risos)! Aquela onda me desafia. É muito boa, mas difícil de se posicionar. Tenho ótimas recordações de lá. Foi onde disputei meu primeiro brasileiro profissional, em 2007, quando também fiquei em quinto. Perdi para a Tita Tavares, em uma bateria muito disputada.”

Para Nathalie, a iniciativa de Wiggolly Dantas faz toda a diferença para a manutenção da categoria e mesmo a revelação de novos valores do surf feminino.

“Sou muito grata ao Guigui e toda a família por vestirem a camisa e mais uma vez realizarem o evento. Espero que continue por muitos anos e pretendo sempre estar nessa disputa. É uma grande oportunidade para todas nós. Eu e muitas surfistas da minha geração ficamos vários anos sem competir. Por um momento já tinha até desistido”, ressaltou.

A surfista de 27 anos em ação em Anglet este ano. Foto: Masurel/WSL. 

De acordo com a surfista de Pontal do Paraná, o nível técnico das duas edições, inclusive nas disputas de base, mostra que existe um futuro garantido, com investimento. “O que mais me impressiona são as pequenininhas. Eu comecei a surfar com 12 anos e fico amarradona quando veja meninas de 8, 10 anos surfando super bem. Isso é demais”, destacou.

A paranaense. Fotos: Vinicius Araujo Magica Surf.

A paranaense. Fotos: Vinicius Araujo Magica Surf.

“É muito importante que isso ocorra para que novas atletas possam surgir. O que mais me impressiona são as pequenininhas. Eu comecei a surfar com 12 anos e fico amarradona quando veja meninas de 8, 10 anos surfando super bem. Isso é demais”, enalteceu a atleta de Pontal do Paraná.

Em seu caso específico, o Brasileiro em Ubatuba é um divisor de águas em sua trajetória. “Em 2015, eu estava no Mundo da Lua. Do ano passado para cá, eu estou focada, treinando, disputando baterias. Ritmo de competição faz muita diferença. Então, acho que está tudo certo. Tenho minhas chances. Se minhas escolhas e estratégias derem certo, posso entrar na briga, mas sei que o caminho é longo. Tem muita menina boa na disputa”, falou Nathalie.

Nathalie tem planos de continuar a competir no QS. Foto: Jean Pierre Boudon.

Segundo a surfista de Pontal do Paraná, em sua primeira participação no Brasileiro, a fase era outra: “Até o fim de 2015, eu estava com um trabalho fixo, mas resolvi sair e voltar a me aproximar do surf. Passei o verão de 2016 trabalhando na Ilha do Mel, com meu amigo Galo, que faleceu no início desse ano. Ali, tive novamente um contato diário com o surf. Reencontrei amigos, treinava diariamente. Estava no meu mundo. Desde aquela época tenho trabalhado com aulas de surf, no último verão fui guarda-vidas na minha cidade. Nada fixo, só para poder competir.”

Nathalie. Foto: Vinicius Araujo Magica Surf.

Nathalie. Foto: Vinicius Araujo Magica Surf.

Recuperada, a surfista de 27 anos segue com os planos de continuar a competir no QS, mas sofre com a falta de apoio financeiro para viajar.

“Tenho alguns patrocinadores, meu shaper Mateus Camargo, Momentum Surf Brasil e Supermercado Pontalão, que me dão toda a ajuda possível e me apoiam em cada decisão, mas os eventos são muito caros, infelizmente, e o planejamento tem de ser reduzido às vezes”, explicou.

Além disso, Natahlie ainda falou sobre conseguir recursos para competir e disse: “Tento conseguir verba através de rifas e eventos. Muita gente ajuda. Sou muito grata, mas acabo focando nisso e não consigo me preparar para as competições da forma que gostaria. Além do que não fico muito confortável de toda vez ficar sugando dos amigos. Sei que é de coração, mas complicado.”

A surfista diz também que não pretende desistir tão cedo, citando uma frase lida na internet: “Eu não sei onde posso chegar, mas eu não paro enquanto não descobrir”.

INSCRIÇÕES – O campeonato terá a categoria profissional, com R$ 15 mil em premiação, também a longboard pro, com R$ 5 mil às primeiras colocadas, e as disputas amadoras na sub18, sub16, sub14, sub12 e sub10.

Para se inscrever é é preciso fazer o depósito bancário em uma das contas correntes da Associação Brasileira de Surf Profissional, Abrasp:

BANCO DO BRASIL: Agência: 1569-5 /Conta-corrente: 28382-7

BRADESCO: Agência: 3233 / Conta-corrente: 85626-6

OBS: CNPJ 31.886.401/0001-14. Não serão aceitos depósito em caixas eletrônicos.

Nas categorias amadoras, a taxa é R$ 80,00. Na longboard é de R$ 100,00 e na profissional o valor é R$ 180,00. As atletas que forem competir na profissional também devem pagar a filiação à Abrasp no valor de R$ 100,00.

Os comprovantes deverão ser enviados para o e-mail femininoubatuba@gmail.com. Informações via whatsApp (21) 99140-9715 com Pedro Falcão e (51) 8187-7883 com Klaus Kaiser..

O Wiggolly Dantas apresenta Wizard Brasileiro de Surf Feminino tem os patrocínios da Wizard by Pearson, Ganache de Cacau Le Manjue, Comtur e Roxy. Apoios de Alma Salgada, Pistache Gelateria, Prefeitura Municipal de Ubatuba, Perfect Waves, Escola de Surf Suelen Naraísa, API Automated Precision, Mini Kalzone, Nossolar Construtora, PoiPoi Swimwear, Brasis-55 e Padaria Integrale. Colaboração: Equiptecnica Produções, Adventure TV, Abrasp, Federação Paulista de Surf, Hotel São Charbel, Silva Indaia Supermercados, Pro-Lite, Pro Foam, Reabilitação Esportiva Sérgio Nery e Normandie.