CHLOÉ CALMON CHEGA PERTO DO TÍTULO MUNDIAL NA CHINA

A longboarder carioca a chegou mais perto de conquistar um título inédito para o Brasil na bateria final do Jeep World Longboard Championship 2016 contra a norte-americana Tory Gilkerson na Ilha Hainan.

Chloé Calmon é vice-campeã mundial de Longboard na China. Foto: Hain/WSL.

A brasileira Chloé Calmon subiu mais um degrau no pódio, mas o sonho do título mundial de Longboard da World Surf League foi outra vez adiado na China. No ano passado, Chloé ficou em terceiro lugar nas semifinais e agora conseguiu o vice-campeonato na decisão do Jeep World Longboard Championship 2016 contra o norte-americana Tory Gilkerson.

“Este não era o resultado que eu queria. Eu fiquei muito nervosa nessa bateria, porque eu sabia que a Tory  vinha surfando muito bem durante todo o evento. Acho que o nervosismo tomou conta de mim e eu não consegui me acalmar em nenhum momento. Estou chateada, mas acho que me deu mais vontade ainda de voltar no próximo ano para tentar o título de novo. Tenho que aprender com meus erros e acredito que tudo acontece por uma razão, então hoje (sábado), obviamente, não era o meu dia”, contou a brasileira.

A brasileira era apontada como favorita ao título pelas grandes apresentações nas ondas de Riyue Bay durante todo o campeonato na China. Na sexta-feira, Chloé fez os recordes do Jeep World Longboard Championship 2016, quando recebeu uma nota 9,33 e totalizou 17,66 pontos na vitória sobre a havaiana Honolua Blomfield na disputa pela primeira vaga nas semifinais. Mas no sábado encontrou mais dificuldades e ganhou por pouco da francesa da Ilha Reunião, Justine Mauvin, no placar encerrado em 14,34 a 14,10 pontos.

Tory Gilkerson. Foto: Hain/WSL.

Já a norte-americana Tory Gilkerson estava inspirada no último dia. Ela abriu o domingo chegando perto dos recordes de Chloé Calmon na bateria que restava para fechar as quartas de final iniciadas no sábado. Sua melhor onda valeu 9,27, que somou com 8,33 para atingir 17,60 pontos contra a australiana Nava Young. E nas semifinais, foi precisa na escolha das melhores ondas que entraram no duelo com Alice Lemoigne, da Ilha Reunião. A californiana começou com nota 8,5, ganhou 6,6 na segunda e 7,07 na terceira e última que surfou na bateria vencida por 15,57 a 12,07 pontos.

Na decisão do título, a californiana também largou na frente com 7,80, contra 4,33 da brasileira. Mas logo Chloé  deu o troco com uma onda melhor que valeu 7,33, só que Tory Gilkerson responde com 6,70 para se manter na frente. E foi assim até o final. A americana sempre conseguia uma nota maior a cada ataque da brasileira. A carioca ganhou 6,83 e a californiana tirou 7,73. E quando Chloé recebeu sua maior nota, 7,50, Gilkerson fez o mesmo e sacramentou a vitória com o 8,13 que os juízes deram para a sua combinação das manobras tradicionais do longboard no bico do pranchão, com as batidas e rasgadas nas ondas de Riyue Bay.

A campeã Tory Gilkerson no pódio. Foto: Bennet/WSL.

“Esse título significa muito para mim. Foi uma bateria muito estressante e eu estava realmente empolgada para conseguir uma nota boa naquela onda no final (8,13), ficando um pouco mais difícil para a Chloé . Eu tenho trabalhado bastante para manter a calma nas baterias e acho que isso realmente me ajudou esse ano. Surfar contra as melhores longboarders do mundo é uma honra e eu coloquei muita pressão sobre mim mesma para chegar a este nível, então ganhar o título mundial é uma coisa incrível”, falou a campeã Tory Gilkerson.

É o segundo ano consecutivo que o título mundial é conquistado por uma californiana de San Clemente. Em 2015, com apenas 18 anos de idade, Rachael Tilly foi a campeã e agora é Tory Gilkerson quem leva o troféu da World Surf League de melhor longboarder do mundo para a mesma cidade.

“Eu estava aqui no ano passado, quando a Rachael  venceu e, como americana, foi um momento de muito orgulho para todas nós. E eu estou muito contente por poder manter o título na Califórnia por mais um ano. Isso significa muito para mim também e certamente voltaremos no próximo ano para tentar mais um”, disse Tory Gilkerson.

Chloé teve que adiar o sonho do título mundial de Longboard da WSL outra vez na China. Foto:  Foto: Hain/WSL.

O título mundial valeu um prêmio de 8.000 dólares para Tory Gilkerson, enquanto Chloé Calmon ganhou 4.000 dólares pelo vice-campeonato. As semifinalistas Justine Mauvin e Alice Leimogne, ambas da Ilha Reunião, receberam 2.100 dólares pelo terceiro lugar. Outras duas surfistas da América do Sul participaram do Jeep World Longboard Championship na China, mas a brasileira Atalanta Batista e a peruana Maria Fernanda Reyes não conseguiram vencer nenhuma bateria e ficaram em 13.o lugar, com 1.000 dólares pelas participações no evento.

FINAL FEMININA DO JEEP WORLD LONGBOARD CHAMPIONSHIP 2016:

Campeã: Tory Gilkerson (EUA) por 15,93 pontos (notas 8.13+7.80) – US$ 8.000 de prêmio
Vice-campeã: Chloé Calmon (BRA) com 14,83 pontos (notas 7.50+7.33) – US$ 4.000

SEMIFINAIS – 3.o lugar com prêmio de US$ 2.100:
1.a: Chloé Calmon (BRA) 14.34 x 14.10 Justine Mauvin (REU)
2.a: Tory Gilkerson (EUA) 15.57 x 12.07 Alice Lemoigne (REU)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com prêmio de US$ 1.500:
———-resultados da sexta-feira:
1.a: Chloé Calmon (BRA) 17.66 x 14.67 Honolua Blomfield (HAW)
2.a: Justine Mauvin (REU) 13.56 x 12.56 Rachael Tilly (EUA)
3.a: Alice Lemoigne (REU) 15.67 x 12.83 Kelia Moniz (HAW)
———-bateria que abriu o sábado:
4.a: Tory Gilkerson (EUA) 17.60 x 11.50 Nava Young (AUS)