COMO FUNCIONAM AS NOTAS NO WSL

A próxima parada do Tour rumo ao título mundial 2017, o Quiksilver Pro & RoxyPro France, já está aí batendo na nossa porta. Mas você sabe como funcionam os critérios de julgamento da WSL? Então, pensando nisso, a Surfar e a Longarina vão te ajudar a ficar por dentro das notas que fazem nossos ídolos avançarem de bateria ou não. Partiu?!

Entrar no Circuito Mundial é o sonho de toda/todo surfista profissional. Surfar as ondas mais perfeitas com os ídolos, viajar pelos picos mais desejados pelo planeta afora… Hoje os tops da elite competem entre si durante 10 etapas pelo mundo todo para definir quem vai levar o tão sonhado caneco do título mundial. Mas você tem ideia como funcionam as notas da World Surf League?!

Juízes no palanque. Foto: http://blogs.oglobo.globo.comr/ Ivo Gonzalez.

Juízes no palanque. Foto: http://blogs.oglobo.globo.comr/ Ivo Gonzalez.

Antes de qualquer coisa é importante saber que, segundo o livro de regras da WSL, são oito o número de juízes, sendo sete internacionais e um head judge (chefe de juízes), também internacional.

Durante as baterias, apenas cinco deles dão as notas, onde a maior e a menor são descartadas e as três intermediárias são somadas e divididas por três.

O surfista com a maior somatória ganha a bateria. Mas o que é a somatória? A soma das duas maiores ondas surfadas durante os 30 ou 35 minutos de heat.

No caso do primeiro round de uma etapa, o vencedor avança direto para o Round 3, enquanto os outros dois enfrentam a repescagem no Round 2. Isso também acontece caso o atleta não vença a bateria do terceiro round. Existe a repescagem no Round 4, mas quem perder a bateria está fora da etapa. Os vencedores dos quatro heats são classificados para as quartas de final e ai por diante passando pela semi e chegando até a final.

Silvana Lima e Filipe Toledo comemorando a vitória na etapa de Trestles. Foto: Rowland/WSL.

Uma etapa é composta por sete rounds:
  • O 1: não eliminatório
  • O 2: repescagem – quem perde está fora do campeonato
  • O 3: não eliminatório
  • O 4: repescagem – quem perde está fora do campeonato
  • Quartas de final
  • Semifinal
  • Final

Os critérios dos juízes são bastante simples:
  • Comprometimento e grau de dificuldade: eles julgam o quanto o surfista está comprometido em encontrar as melhores ondas e o grau de dificuldade das manobras para obter melhores notas.
  • Inovação e progresso: a capacidade do atleta em inovar nos diferentes picos pelo mundo. Uma onda surfada no Rio requer uma abordagem diferente de uma surfada em Fiji, então o critério analisa a habilidade do surfista em inovar em cima da prancha.
  • Combinação de manobras: o conjunto de manobras escolhido pelo surfista é analisado num kit junto com a agressividade do atleta.
  • Variedade de manobras: além de pintar a obra é preciso escolher cores diferentes para “pincelar” uma onda. É aqui que sair da zona de conforto importa.
  • Velocidade, força e fluidez: toda manobra é analisada conforme o estilo do surfista, mas algumas coisas são essenciais em qualquer receita. No caso de garantir uma boa nota em qualquer lugar do mundo, o quinto e último critério da WSL é o básico. Conciso e simples. Ganhar velocidade na prancha, seguir firme e deslizar sob a água.

Silvana é a única brasileira na elite do surf feminino. Foto: Morris/WSL.

E a pontuação da onda ocorre da seguinte maneira:

0.00 – 1.99: ruim

2.00 – 3.99: razoável

4.00 – 5.99: média

6.00 – 7.99: boa

8.00 – 10.00: excelente

E aí?! Conseguimos te deixar por dentro dos critérios e das pontuações? Então, agora é esperar a etapa na França e brincar de acertar as notas. Falta pouco para terminar o ano e coroarmos os campeões  mundiais. Pra quem vai sua aposta? AH! Não esqueça que as disputas do Quiksilver Pro & RoxyPro France começam amanhã, sábado (07/10) e vão até o dia 18 de outubro. E nos siga em @surfar e @longarinaoficial!

Por Longarina, parceira da Surfar na seção Surf Feminino.