Aos 17 anos, Jessica Bianca saiu de casa pela primeira vez. Mas engana-se quem pensa em uma adolescente problema. O que Jess tem é espírito de liberdade de sobra! E ser surfista só “agrava” mais a situação, no bom sentido, é claro.

Confira um bate-papo com a surfista, onde ela conta mais como foi encarar a profissão de dublê de surfista, o lance de sair de casa cedo e viver longe da família, surf, passado e futuro. (Em destaque: A surfista treinando em Ubatuba. Foto: Yara Campos)

Fonte: origemsurf.com

Com seu foguete na PG. Foto: Yara Costa.

Quando começou a surfar?

Eu cresci na praia! Comecei a surfar bem nova, com uns seis anos, eu acho. Mas comecei a levar o surf a sério mesmo com 12 ou 13 anos.

Quem te incentivou?

Foi meu pai quem me ensinou a surfar! Mas ao decorrer do tempo, tiveram várias pessoas que foram essenciais para que eu seguisse na carreira. Pessoas como Luciano do Rosário, Gil Cordeiro, entre outros!

Quais atletas te inspiram?

Silvana Lima, Carissa Moore e Marina Werneck.

Jess no Félix, Ubatuba. Foto: Lucas Alexandre.

Por que se mudou para Ubatuba?

A primeira vez que estive em Ubatuba foi em 2007 e, desde então, me apaixonei por esse lugar! Aqui é lindo, a água é quente e todo dia tem onda! Em 2010 morei aqui, tinha apenas 17 anos. Mas foi tranquilo, minha mãe sempre conversou muito comigo e tentou me ensinar tudo que pode. Lógico, que as vezes é meio complicado. Quando fico doente, me machuco ou quando chego do treino com muita fome e não tem a comida da mamãe pronta (risos)! Mas foi bom, acho que cresci muito assim. Eu vim atrás do meu sonho e ela me incentivou,  nunca disse não. Eu disse que queria morar aqui para treinar e ir atrás do meu sonho. Infelizmente ela não pode vir junto, mas nem por isso me impediu. Pelo contrário, sempre me encorajou!

Você participou recentemente das gravações de uma produção da Disney. Como foi?

Sim. Fiz um trabalho de dublê para uma série da Disney. Foi algo bem diferente de tudo que já fiz. Uma experiência nova e incrível! Espero ter mais oportunidades como essa!

E como surgiu o convite?

O Teco Padaratz estava procurando os dublês, mandou fotos dos atores pra Marina Werneck ajudar ele na procura e, quando a Ma viu uma das atrizes, lembrou de mim na hora. Eu fui para Itacaré no dia 14 de março, mas não cheguei a gravar direito porque me lesionei dias antes da viagem. Me recuperei e voltei a gravar final de junho.

Decolando no Tenório. Foto: Lucas Alexandre.

Como você vê o cenário do surf feminino?

O surf seminino passou por fases bem difíceis e foi muito triste! Mas acredito que as coisas estão melhorando. Esse ano tivemos uma etapa do QS na Bahia e temos uma etapa do Brasileiro já confirmada! As meninas estão animadas novamente! Foi emocionante quando a Ma Werneck conseguiu fazer acontecer o QS na Praia do Forte. Foi muito bom ver todas as meninas unidas novamente e se ajudando! Eu não pude estar presente por conta de estar voltando de uma lesão, mas acompanhei tudo e fiquei muito emocionada! Espero voltar a ter essa sensação mais vezes (risos)!

Quais são os planos para o futuro?

Bom, meu sonho é poder viver do esporte que eu amo. Vou continuar treinando e lutando para que isso seja possível!

Por Longarina, parceira da Surfar na seção Surf Feminino.