E A FERA ESTÁ DE VOLTA À ATIVA

Sem competir no Circuito Mundial desde julho, Slater volta à ativa no Pipe Masters, última e decisiva de 11 etapas do Tour 2017 no North Shore de Oahu, Hawaii.

Desde que fraturou o pé direito em julho deste ano em uma sessão de free surf em Boneyards, em Jeffreys Bay, África do Sul, Kelly Slater passou por um longo período de recuperação. E apesar do 11 X vezes campeão mundial ter participado do Surf Classic, evento especial em sua piscina de ondas artificiais em Lemoore, na Califórnia, ele só volta a competir pela elite mundial em dezembro. O retorno será no Pipeline Masters, etapa decisiva do Circuito Mundial de 2017 com janela de espera de 08 a 20 de dezembro.

Kelly Slater durante o Surf Classic, evento especial em seu Surf Ranch em setembro deste ano, Foto: Sherman/WSL.

“O meu pé está a 50-60%. Estou a pensar competir em Pipe e ainda não tenho planos para um adeus ao Tour. O meu foco neste momento é fazer com que o meu pé fique bom sem pensar nisso. Para que tal aconteça é preciso que evite lesões e não puxe muito por ele nos próximos tempos”, falou Slater em uma entrevista à revista especializada Stab Mag.

Slater durante a etapa de Jeffreys Bay antes da lesão que o deixou de fora das competições. Foto: Tostte/WSL.

Em Jeffreys Bay, Slater venceu na estreia e avançou diretamente à terceira fase, mas se lesionou pouco antes de enfrentar Filipe Toledo e não conseguiu continuar na disputa. Ele focava o pentacampeonato em JBay com o intuito de se igualar ao australiano tricampeão mundial Mick Fanning.

O surfista teve que ficar um tempos afastado das competições por causa da lesão no pé. Foto: Shremanh/WSL

O surfista teve que ficar um tempos afastado das competições por causa da lesão no pé. Foto: Shremanh/WSL

O 11 x campeão abdicou de competir nas etapas seguintes, no Tahiti, em Trestles, na França e em Portugal, e despencou no ranking mundial.

Slater ocupa atualmente o 29º lugar e está fora da zona de classificação, na qual apenas o G-22 se mantém na elite. Apesar da situação, ele deverá ganhar uma das duas vagas destinadas a atletas que tiveram a temporada prejudicada por lesão.

Nos últimos anos, Kelly Slater vem sofrendo com inúmeras lesões e revelou que 2017 é a sua última temporada em tempo integral no Tour. No Pipeline Masters, o surfista está escalado para a oitava bateria da primeira fase contra o americano Kolohe Andino e o francês Joan Duru.

Confira também as chances do brasileiro Gabriel Medina conquistar o bi mundial e as possibilidades de título na última etapa, clicando AQUI.

Slater durante o Pipe Masters no ano passado. Foto: Cestari/WSL.

Primeira fase do Billabong Pipe Masters

1 – Matt Wilkinson (AUS), Jeremyy Flores (FRA) e Jadson André (BRA)
2 – Owen Wright (AUS), Kanon Igarashi (EUA) e Josh Kerr (AUS)
3 – Julian Wilson (AUS), Conner Coffin (EUA) e Stuart Kennedy (AUS)
4 – Jordy Smith (AFR), Bede Durbidge (AUS) e Ethan Ewing (AUS)
5 – Gabriel Medina (BRA), Miguel Pupo (BRA) e wildcard
6 – John John Florence (HAW), Wiggolly Dantas (BRA) e wildcard
7 – Adriano de Souza (BRA), Caio Ibelli (BRA) e Jack Freestone (AUS)
8 – Kolohe Andino (EUA), Joan Dudu (FRA) e Kelly Slater (EUA)
9 – Filipe Toledo (BRA), Michel Bourez (PLF) e Ezekiel Lau (HAW)
10 – Sebastian Zietz (HAW), Adrian Buchan (AUS) e Ian Gouveia (BRA)
11 – Joel Parkinson (AUS), Connor O´Leary (AUS) e Leo Fioravanti (ITA)
12 – Mick Canning (AUS), Frederico Morais (POR) e Ítalo Ferreira (BRA)

Fonte: globoesporte.globo.com