“ENQUANTO TIVER FÔLEGO, VOU ESTAR REMANDO E PEGANDO ONDA”

Atual vice-campeão Paulista Amador na categoria Junior, o local de São Sebastião Renan Pulga vem colecionando títulos desde o início da sua carreira no surf, aos nove de idade, e hoje se considera um bom competidor. “Amo competir! Aquela adrenalina de bateria em ter que pegar onda e fazer o seu melhor sempre… Também participo dos campeonatos mais fortes para poder ganhar experiência e surfar bem ao lado de bom competidores. Isso, com certeza, é muito importante para se sentir confiante”, fala. Sempre focado em seu crescimento, Renan, que vai se profissionalizar agora, estava na sua segunda temporada no Hawaii para cada vez mais melhorar sua performance e alcançar todos seus objetivos.

IDADE: 17 anos

PATROCÍNIO: Rusty

APOIO: Widex Travel, Cambury Sat, Skullcandy, Arthur Vargas Preparação Física e Malha Sete Academia

QUIVER: 5’7 (jockerr), 5’8 (kerrosover), 5’8 (sistha brotha), 5’8 (YARD DOG), 5’9 (jockerr),  5’11 (black bird) e 6’4 (black bird)

SHURFISTA PREFERIDO: Mick Fanning

SHAPER: Rusty Surfboards

MELHOR MANOBRA: Tubo e aéreo

Você teve um ótimo desempenho no Hang Loose Surf Attack ano passado, chegando a liderar o ranking na Junior após três etapas e acabou como vice-líder. Acha que está na melhor fase do seu surf?

Consegui ter uma constância boa em todas as etapas e fazer boas baterias.  O circuito é muito difícil, pois há muitos atletas bons lá, então surfar bem esse campeonato é importante para minha carreira. A grande maioria dos caras que estão no WCT passou por lá. Sem dúvida, é o melhor e mais forte circuito de base do Brasil. Acho que surfar bem nele te prepara e te deixa confiante para os próximos passos: Pro Junior, QS, etc.

Como foi a final na disputa da Junior na Praia da Baleia? Onde acha que falhou para conquistar o título, já que a diferença de pontos entre você e o Nathan Kawani era pequena?

Foi incrível! A cada bateria que eu passava, ele também passava e assim foi até o fim, bateria por bateria. Chegamos à final e sabia que dali iria sair o campeão. O mar estava grande, storm, sem formação nenhuma e ventava muito, então, não conseguíamos escutar nada. Só fomos saber o resultado na praia fazendo as contas de cabeça, pois fiquei em terceiro na final e ele em quarto. Mas com os descartes e tal, ele acabou ganhando. Se eu ficasse em segundo na bateria, seria campeão e para isso só precisava de quatro pontos, mas como o mar estava bem ruim e ninguém escutava nada foi difícil. Fiz tudo que pude, Nathan é um ótimo competidor, então, tem méritos.

“Enquanto eu tiver fôlego, vou estar remando e pegando onda.”– Renan Pulga. Foto: Tiago Navas.

Além do circuito paulista, quais outros campeonatos você participou em 2015?

Fiz dois ótimos resultados fora do Brasil. Um nono lugar no QS 1500 na Argentina que foi espetacular! Saí do Round 1, passei bastante baterias, consegui soltar meu surf e surfar bem com surfistas mais experientes de todo o mundo. O outro foi meu terceiro lugar no Pro Junior sul-americano em San Bartolo, Peru. Com esse resultado, fiquei a uma vaga do Mundial Pro Junior, sou o primeiro alternate. Também competi as duas etapas do Paulista Profissional, válido pelo Brasileiro Profissional, e consegui avançar algumas baterias contra grandes nomes do surf brasileiro. Tudo isso só tem acrescentado experiências na minha carreira.

Nesta sua segunda temporada havaiana, quais foram suas expectativas e o que acha que foi diferente e melhor?

Minhas expectativas foram as melhores! Pegar boas ondas, aprender mais sobre bancada e ondas grandes e treinar meu inglês. Fiquei muito ansioso! A cada surf nos fundos de corais foi uma ansiedade e uma adrenalina alta. Mas estou mais preparado, então consegui me sentir mais à vontade e pegar alguns tubos em Pipe e Backdoor.  Também quero muito conhecer o México e a Indonésia. Gosto muito de tubos e esses dois lugares são perfeitos pra isso.

Como você analisa sua performance durante 2015?  Quais os acertos, erros e onde acha que pode melhorar na sua carreira este ano?

Acho que tem sido bom. Tenho feito bons resultados e surfado bem. Em anos anteriores, consegui ganhar etapas, mas não consegui ter a constância, que é muito importante. Estou na fase de transição de amador para profissional, por isso já competi as etapas do Paulista Profissional, do QS e do Pro Junior para me adaptar. Acabei fazendo bons resultados nesses campeonatos super importantes.  Agora vou me profissionalizar e me dedicar ao máximo no QS e Pro Junior para chegar nos Primes e tentar uma vaga no WSL, que é o sonho de todo competidor.