FILIPE TOLEDO E ALEJO MUNIZ AVANÇAM EM HOSSEGOR

Com a vitória em suas baterias na repescagem, Filipe Toledo e Alejo Muniz se juntam a Gabriel Medina, Adriano de Souza, Caio Ibelli, Miguel Pupo e Italo Ferreira na terceira fase da nona e antepenúltima etapa do WCT 2016.

Depois da derrota em  estreia no Quiksilver Pro France para o australiano Davey Cathels, Filipe Toledo mostrou um surf progressivo para vencer sua bateria na repescagem e avançar na competição. Filipinho apostou nas direitas de Culs Nus e usou manobras fortes para deixar para trás o compatriota por 15.67 a 7.60. Alejo Muniz também foi outro brasileiro que venceu na repescagem em cima do taitiano Michel Bourez. Já Wiggolly Dantas e Jadson André não tiveram a mesma sorte e foram eliminados, ficando ambos em 25º lugar. Agora são sete representantes do esquadrão verde-amarelo que seguem na briga pelo título no conhecido beach break francês, palco da nona de 11 paradas do Circuito Mundial em 2016. (Em destaque: Filipe Toledo. Foto: Cestari/WSL)

Filipe Toledo x Alex Ribeiro

Alex Ribeiro. Foto: Poullenot/WSL.

Filipe Toledo começou forte na bateria e manteve um bom ritmo. Depois de um 3,50 com um aéreo “simples” para seu currículo, ele apostou em um surf de borda de muita técnica, com três manobras verticais, para arrancar a nota 8,67 e ampliar para 12,44 sua pontuação. Alex Ribeiro bem que tentou reagir com com um aéreo altíssimo, porém ele falhou na aterrissagem e conquistou apenas 5,50. Filipinho continuou investindo nas direitas e com muita velocidade encaixou outro leque de manobras para levar 7,00, alcançando o somatório de 15,67  pontos. Alex, que vinha de um bom resultado com o quinto lugar em Trestles, não conseguiu mais se encontrar na bateria para passar à frente de Filipe.

“Este ano estava um pouco menor, mas perfeito. Eu estava super nervoso. Depois do 8,67, senti que tudo estava dando certo. Tem tantas coisas acontecendo… Estou muito feliz por passar a bateria. Vou ser pai agora, pode nascer a qualquer momento e eu estou bem animado. Tenho me mantido relaxado, confortável e rezando bastante. As coisas que aconteceram só me deixaram mais forte”, disse Filipinho.

Alejo Muniz  x Michel Bourez

Alejo Muniz. Foto: Cestari/WSL.

Ana passado, Alejo Muniz saiu da praia em Hossegor carregado depois se machucar em uma vaca, que causou uma lesão no ligamento colateral do joelho esquerdo e o deixou fora das competições por cinco meses. Mesmo sentindo dores em seu retorno, Alejo não desanimou e voltou firme para a elite. Em sua bateria contra Michel Bourez na repescagem, o brasileiro não esmoreceu diante da liderança do taitiano com com 11,33. Numa onda salvadora no último minuto, Alejo conquistou 6,00 e alcançou  11,50 para levar a melhor na disputa.

Wiggolly Dantas x Conner Coffin

Wiggolly Dantas. Foto: Cestari/WSL.

No décimo confronto, foi a fez de Wiggolly Dantas tentar avançar para a terceira fase. Guigui começou com uma esquerda que valeu 5,7, porém em duas esquerdas valorizadas pelos juízes Conner Coffin assumir a liderança, alcançando 7,33 e 9,00 pontos. Wiggolly bem que tentou reagir nos minutos finais com um tubo, mas não foi o suficiente para vencer o confronto contra o norte-americano.

Jadson André x  Kanoa Igarashi

Jadson André. Foto: Poullenot/WSL.

Jadson André foi o último brasileiro que disputou a repescagem. Ele até começou liderando a bateria com 3.67 e 5.50, mas não conseguiu superar Kanoa Igarashi, que tinha uma nota 5,50 e virou o placar com 6.93 em uma esquerda.

Dos 10 representantes do Brasil, cinco venceram na estreia e avançaram diretamente à terceira fase do evento. Gabriel Medina, defensor do título e bicampeão nas ondas de Hossegor, deu o pontapé inicial nas vitórias junto com o atual campeão mundial Adriano de Souza. Medina assumir a liderança do ranking na etapa, tudo vai depender dos resultados.

Praia Les Culs Nus em Hossegor, França. Foto: Poullenot/WSL.

O líder John John Florence é o único que depende apenas de si mesmo para se manter na ponta, basta ser campeão, vice ou terminar em terceiro lugar na costa de Landes. As chances de Matt Wilkinson voltar ao topo são remotas, mas possíveis matematicamente. Eliminado por Ryan Callinan na segunda fase, Jordy Smith deu adeus às esperanças de ser número um na França. Depois da etapa de Hossegor, restam apenas duas paradas no Tour: Peniche, em Portugal, de 18 a 29 de outubro, e o Pipeline Masters, no Hawaii, de 08 a 20 de dezembro.  

Confira ao vivo o Quiksilver Pro e o Roxy Pro France clicando aqui

 BATERIAS DA 2ª FASE  -REPESCAGEM:

1: Matt Wilkinson (AUS) 14.56 x Joan Duru (FRA) 14.33
2: Jordy Smith (AFS) 11.83 x Ryan Callinan (AUS) 12.26
3: Kelly Slater (EUA) 10.16 x Leonardo Fioravanti (ITA) 13.26
4: Joel Parkinson (AUS) 10.74 x Matt Banting (AUS) 11.50
5: Julian Wilson (AUS) 13.27 x Jeremy Flores (FRA) 9.43
6: Filipe Toledo (BRA) 15.67 x 7.60 Alex Ribeiro (BRA)
7: Michel Bourez (TAH) 11.33 x 11.50 Alejo Muniz (BRA)
8: Josh Kerr (AUS) 9.30 x Jack Freestone (AUS) 12.36
9: Sebastian Zietz (HAW) 12.60 x Adam Melling (AUS) 11.34
10: Wiggolly Dantas (BRA) 12.60 x Conner Coffin (EUA) 16.33
11: Stuart Kennedy (AUS) 11.66 x Dusty Payne (HAW) 10.50
12: Kanoa Igarashi (EUA) 12.43 x Jadson André (BRA) 9.67

PRÓXIMAS BATERIAS: