FOCADO PARA FICAR ENTRE OS 10 MELHORES DO MUNDO

O Circuito Mundial segue seu curso rumo à Europa com as etapas da França e Portugal antes de fechar a temporada 2016 no Hawaii. Atualmente ocupando a 17ª colocação no ranking da WSL, o paulista Caio Ibelli se diz focado em fechar o ano entre os 10 melhores surfistas do mundo. Direto de San Clemente, na Califórnia, onde mora, Caio falou com a Surfar e fez uma breve avaliação do seu desempenho até o momento. Confira! (Foto em destaque: Cestari/WSL )

Por Viviane Freitas 

sean-rowland-trestlesCaio Ibelli durante o Pro Trestles, na Califórnia. Foto: Sean Rowland/WSL.

Qual o balanço você faz até aqui. O que foi legal e o que pode melhorar em seu primeiro ano na WSL?

Estou aprendendo bastante coisa e, acima de tudo evoluindo. A perna australiana foi bem forte para mim, já no Tahiti e em Fiji o fator sorte pesou mais e não consegui ir adiante. Estou animado com as etapas da Europa e o Hawaii, onde gosto muito de surfar. 

Como você avalia esta etapa de Trestles?

O Filipe (Toledo) estava quebrando esse dia e o meu erro, talvez, foi estar fora de posição para segunda onda da série que ele pegou. As duas primeiras ondas eram as melhores e eu tomei a série na cabeça.

Como é o seu treinamento físico nos intervalos e durante as competições?

Fora das competições, faço preparação física constantemente para ganhar força. Já durante as etapas, o treino é focado na prevenção de lesões. Quando estou no Brasil, conto com o preparador físico  Alexandre Colin e nos Estados Unidos com o Ryan Galop.

kirstin-scholtz-3Ibelli diz estar preparado para encarar a perna europeia. Foto: Kirstin/WSL.

De que forma está se preparando para as competições na Europa e qual o tipo de onda que te favorece, tanto na França quanto em Portugal?

Estou surfando bastante aqui na Califórnia e treinando forte para a perna europeia. Gosto muito das condições da França e Portugal, em especial Peniche, que é uma onda que eu tenho um carinho, pois considero uma das melhores.

“Durante as etapas, o foco é máximo.”

Qual o seu objetivo este ano no WCT?

Meu objetivo para este ano é terminar entre os top 10 ou 15.

Caio Ibelli e sua namorada, a havaiana Alessa Quizon. Foto: Sloane/WSL.

Após o tour, pretende passar mais tempo e explorar as ondas do Hawaii, com a sua namorada?

Não tenho planos ainda para depois da temporada, talvez ir surfar em algum lugar legal e também praticar snowboard.

Sente alguma diferença entre o circuito mundial e o QS nas ondas ou no treinamento que precisa fazer?

A diferença entre os circuitos realmente existe. No WCT temos ondas de qualidade e esperamos para os dias que estão bons. Já no QS tem que surfar em qualquer condição, mas isso é o que te deixa com o surf no pé e competitivo.

kirstin-scholtz-2Caio pretende encerrar a temporada entre os dez melhores do ranking. Foto: Kirstin/WSL.

O que mudou nas suas características em termos de performance e competitividade?

Acho que nada mudou no meu approach em competição, apenas o fato de que estou amadurecendo, tentando surfar mais forte e radical.

O brasileiro com seus fãs durante uma entrevista. Foto: Cestari/WSL.

Como está disputando as etapas pontuais da WSL? Você tem mais tempo livre?

Pelo contrário, agora não tenho tempo livre para nada. Estou aproveitando bastante todas as viagens para treinar e conhecer cada lugar.

São muitos brasileiros no tour e que cresceram juntos no esporte. Vocês são unidos, um fica torcendo pelo outro, existe uma união?

O surf é um esporte individual, quem está envolvido nos eventos sabe como é. As fotos nas redes sociais não dizem nada, pois na hora que o evento começa é cada um por si. Cada um com seu técnico, família ou filmmaker. Claro que se um de nós chegarmos na final, vamos estar lá sim torcendo, gritando e fazendo barulho. Mas por enquanto, durante as etapas, o foco é máximo no que precisamos fazer e onde queremos chegar.

Foto em destaque WSL/Poullenot/Aquashot