GROWER – PIPELINE MADE IN INDONÉSIA

Comparações no surf sempre vão existir. Todo surfista já falou algo do tipo: “Aquele pico é igual a Teahupoo” ou “Peguei um tubo estilo Pipeline!”. Na Indonésia não é diferente, já que G-Land foi considerada a “Pipeline dos indonésios” durante muito tempo. Mas de cinco anos para cá, outro pico da Indonésia conquistou esse status de “Pipeline”. Grower, como é conhecida a última parte da bancada de Desert Point, está sendo considerada por alguns dos tuberiders mais experientes como uma das três melhores esquerdas do mundo, ao lado de Teahupoo e Pipeline. Para saber se essa história é lenda ou verdade, enviamos nossa equipe para acompanhar de perto os surfistas brasileiros que estão se dedicando exclusivamente a essa onda. Veja tudo que eles falaram e fizeram no Grower durante essa temporada e tire sua própria conclusão. Afinal, a onda tem mesmo todo esse potencial?! – Texto e fotos por Pedro Tojal

“Assim como no Hawaii o objetivo é pegar a boa em Pipeline, na Indonésia o foco está sendo pegar um tubão no Grower. Atualmente esse é o maior desafio para um tuberider aqui na Indo.” –  Gabriel Pastori

Gabriel Pastori homenageando o amigo Putu, que faleceu depois de um acidente de moto.

“O drop em Pipeline é mais difícil do que no Grower, porém a onda de Pipe fica mais fácil conforme vai chegando ao canal. O Grower é exatamente o contrário. Quanto mais você anda, mais perigoso fica. O final da onda é o grande perigo, já que termina numa bancada de coral muito rasa e que na maioria das vezes fecha. Quando estou dentro do tubo,  só penso em como vou sair: voar por cima, botar pra dentro ou sair no ‘dog door’? Na real, não importa como eu vou sair do tubo. Só de curtir o visual do Grower já vale o risco!” – Felipe ‘Gordo’ Cesarano (sequência abaixo)

 

 Perfeição extrema.

“Sempre sonhei em surfar Pipeline, mas nunca fui para lá por causa do crowd. Aqui no Grower, consigo pegar tubos absurdos que dificilmente eu conseguiria pegar no Hawaii. Além disso, aqui eu escolho a onda que quero ir, basta esperar a minha vez!” – Leandro Keesse

Leandro Kesse.

Em Desert Point existe uma cabana em cima do morro com uma vista privilegiada que os locais chamam de “clubinho”. Raphael Seixas e a visão que só os sócios de Desert tem.

“Quando vim para Desert pela primeira vez em 2011, eu tive uma experiência incrível. Como o Point estava muito crowd, resolvi surfar sozinho no Grower e peguei mais de 60 tubos em três dias. Hoje já tem mais gente surfando no Grower, mesmo assim a vibe continua muito boa, com os brasileiros se destacando em todos os swells que quebram por lá!” – Jean da Silva

Jean da Silva.

O fim de mais um dia de trabalho.

“As pedras assustam, mas a recompensa é incrível!” –  Ícaro Ronchi

Ícaro Ronchi.

Perfeição total.

“O Grower virou a Pipeline dos brasileiros. Estamos pegando ondas aqui que nunca conseguiríamos pegar no Hawaii.” – Greg Cordeiro

Greg Cordeiro e a visão que todos os surfistas buscam.

Greg Cordeiro.

“A diferença entre o Grower e Pipe é que no Grower você surfa relaxado.” - Franklin Serpa

Franklin Serpa.

“Amo Pipeline, mas odeio o crowd havaiano. Como a onda do Grower é muito perigosa, acaba que pouca gente se aventura por lá e por isso conseguimos surfar sozinhos. O risco é grande, mas faço de tudo para fugir do Crowd.” – Stanley Cieslik (sequêvia abaixo)

 

 

“Desde os 16 anos frequento o Hawaii e sempre quando estava no line up de Pipeline, rodeado de dezenas de surfistas, me imaginava surfando em um lugar onde pudesse pegar os mesmos tubos, mas sem aquele crowd insuportável. Parecia uma utopia até o Pedro Tojal me apresentar o Grower. A primeira impressão era de uma fechadeira em cima de uma rasa bancada de coral, bem ao lado de uma das melhores ondas do mundo. Nada convidativo, mas o Tojal dizia que era bom para fotos. Os anos foram passando e a gente foi aprendendo os pontos certos da bancada. Hoje em dia, o Grower se tornou exatamente o que eu imaginava quando estava surfando Pipe: uma onda perfeita, tubular e somente meus amigos na água.” – Ian Cosenza

Ian Cosenza.

Ian Cosenza.