Vencedor em 2014 quando conquistou o inédito título mundial para o Brasil e segundo colocado no ano passado, Gabriel Medina está muito confiante por outro bom resultado na etapa do Samsung Galaxy Championship Tour no Tahiti. Atual terceiro colocado no ranking, Medina tem chances de assumir a liderança nas ondas de Teahupoo, mas demonstra tranquilidade e evita euforia.  (Em destaque: Medina treinando no seu quintal de casa, Maresias. Foto: Munir El Hage)

O brasileiro está muito confiante para a etapa do Tahiti. Foto: Munir El Hage.

“Estou confiante. É uma onda que eu gosto muito. Uma das melhores do Tour. Já tive bons resultados lá. Espero que dê altas ondas. É não ter medo. Remar em toda onda como se só tivesse aquela. Colocar 100% de concentração para não falhar. É uma onda perigosa. Se pensar duas vezes, fica para trás. A remada é o ponto principal”, fala o surfista, ressaltando um dos segredos para ir bem na onda mais temida e respeitada do Circuito Mundial: a remada.

Medina tem chances de assumir a liderança nas ondas de Teahupoo. Foto: Munir El Hage.

Se nas ondas a ordem é ultrapassar os limites, o atleta prefere uma postura mais comedida sobre a possível liderança no ranking nessa etapa. Não descarta usar a camisa amarela, mas demonstra estabilidade, evitando a pressão sem necessidade. “Não é algo que estou pensando agora. Quero ter um bom resultado. E pensar bateria por bateria, campeonato por campeonato. Fazer o meu melhor. Se tiver de liderar, vai ser natural”, fala.

“Estou confiante. É uma onda que eu gosto muito. Uma das melhores do Tour. Já tive bons resultados lá. Espero que dê altas ondas.” – Medina. Foto: Munir El Hage.

Em 2014, Medina deu um show em Teahupoo, com grandes apresentações em todas as baterias. Na final, para coroar, ele superou Kelly Slater numa disputa épica, com um placar emocionante de 18,96 a 18,93. Já no ano passado, o brasileiro voltou a surfar muito bem chegando novamente à final, mas desta vez com vitória do francês Jeremy Flores. “Treinei bastante o físico em casa. Me sinto pronto. Agora é ir para cima e quebrar tudo”, conta Gabriel..

Foto: Fábio Maredei.

INSTITUTO – Em conjunto ao  período de preparação para Teahupoo, Medina curtiu a construção do Instituto que leva o seu nome, também em Maresias, e acompanhou de perto o anúncio do surf como modalidade olímpica na reunião geral do Comitê Olímpico Internacional no Rio de Janeiro. Na época, ele também aproveitou para conhecer a Vila Olímpica e desejar boa sorte aos atletas brasileiros: “Minha família está super envolvida com o projeto do Instituto e estamos muito animados. Vai atender 60 jovens com idades entre 10 e 16 anos oferecendo a mesma estrutura que eu tive para me tornar campeão do mundo. É uma maneira que encontrei de retribuir um pouco do que o surf me deu e de ajudar esses talentos. Quem sabe não ajudamos a formar novos campeões mundiais e olímpicos?”.