O 1° dia do Billabong Pipe Masters está rolando com ondas de 8 a 10 pés e os principais concorrentes ao título mundial já disputaram suas baterias, com exceção de Owen Wright, que ficou fora do campeonato devido a uma grave contusão e uma pequena hemorragia cerebral (leia mais aqui).

Gabriel Medina. Foto: Kirstin/ WSL.

Gabriel Medina. Foto: Kirstin/ WSL.

Gabriel Medina, 4° colocado no ranking da WSL, foi o primeiro a ir para a água na terceira bateria do dia e com tranquilidade venceu seu duelo contra o havaiano Keanu Asing e o australiano Wade Carmichael, líder da Tríplice Coroa Havaiana. Com habilidade no mar difícil que encarou, Medina dominou a bateria. O brasileiro pegou duas ondas na casa dos 5 pontos que já lhe dariam a vitória, mas faltando sete minutos ele ainda aumentou o somatório com um belo tubo que valeu 7,33.

“Foi difícil achar as ondas boas, o vento maral atrapalhou no meio da bateria e as ondas ficaram piores. Estou me sentindo bem, em uma situação diferente da do ano passado. Não estou preocupado com os outros caras que estão disputando o título. Só quero mandar bem, se acontecer, aconteceu. Não quero colocar pressão em mim, quero apenas ir lá e surfar,” disse Medina.

Gabriel Medina. Foto: Cestari/ WSL.

Em seguida, Adriano pegou a melhor onda da sua bateria, um esquerdão que ele surfou muito bem de backside. No entanto, após sofrer a virada para Michel Bourez, ele terminou frustrado no outside por não conseguir retomar a liderança precisando de apenas três pontos. Mineiro agora terá que encarar a repescagem.

Adriano de Souza. Foto: Masurel/ WSL.

Quem também precisará disputar o Round 2 é Filipe Toledo. O ubatubense saiu derrotado pelo especialista de Pipeline Jamie O’Brien em uma bateria polêmica. JOB pegou um tubaço que lhe rendeu um 7,33 após o americano Kolohe Andino, que tinha a prioridade, dar mole no posicionamento. Apesar disso, o havaiano ficou com a soma baixa porque não conseguiu uma nota de backup acima de 0,73. Assim, Filipe corria atrás de um 2,90 e partiu para o tudo ou nada nos segundos finais em uma onda menor. Conseguiu entubar e depois emendou em um floater. Já fora d’água veio a nota, um 2,67 para a infelicidade e revolta da torcida brasileira.

Jamie O’Brien. Foto: Masurel/ WSL.

Além de Medina, a pedra no sapato dos brasileiros Mick Fanning também conseguiu se garantir no Round 3 sem precisar passar pela repescagem. Na melhor bateria do dia até o momento, Mick enfrentou um duelo complicado contra Bruce Irons, campeão do Pipe Masters em 2001. Ambos pegaram bons tubos para Backdoor e o placar terminou apertado em 14,60 a 14,33. O havaiano começou na frente, porém entrou uma série em que Mick e Bruce pegaram bons tubos para a direita, um seguido do outro. Nesta troca de ondas, Fanning levou a melhor vindo em pé e cheio de estilo em um tubão nota 9,43, enquanto Irons recebeu um 7,83 dos juízes. Assim, o irmão de Andy precisava de um 6,78, mas após três tentativas não conseguiu a virada. Agora o aussie, que continua na liderança, vai poder secar tranquilo Mineiro e Filipe na repescagem para ficar bem mais próximo do título mundial.

Na bateria seguinte, Julian Wilson, que com a vitória de Fanning já está fora da disputa, foi pelo mesmo caminho de Filipe e Adriano. No entanto, ele não teve nem chances de vitória. Não conseguiu passar da some de 3,84 e ainda viu Kai Otton pegar a melhor onda do dia até agora, um 9,73.

Veja o campeonato ao vivo no site da WSL e todas as ondas entrando no Heat Analizer.

Quem vai levantar o caneco? Restam quatro na briga. Foto: Cestari/ WSL.

 Saiba aqui as contas dos brasileiros para o título mundial e simule quantos resultados quiser.