MEDINA SAI DO HAWAII DE CABEÇA ERGUIDA

“Foi difícil de surfar. Independentemente das notas, eu fiz o meu melhor”, falou Gabriel Medina, após parar nas quartas em Pipe ficar com o vice.

O sonho do bicampeonato mundial para Gabriel Medina foi adiado quando ele caiu nas quartas de final do Pipeline Masters nesta segunda-feira. Não era o fim esperado por Medina, que vinha embalado por dois títulos seguidos na perna europeia, na França e em Portugal.

O brasileiro chegou ao Hawaii na vice-liderança do ranking e com boas chances de conquistar a etapa, atrás apenas de líder John John Florence. Depois de passar por Kelly Slater na repescagem, Medina caiu diante de Jeremy Flores pela segunda vez, já que também tinha perdido para o francês no Round 4.

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Mas se serve de consolação, o francês surfou os melhores tubos do dia e, depois de eliminar Medina nas quartas de final, derrotou Kanoa Igarashi na semi e John John na final, conquistando a segunda vitória na etapa havaiana – a primeira foi em 2010.

Medina comemorando a vitória sobre Slater na quinta fase. Foto: Heff/WSL.

“Independentemente das notas, fiz o meu melhor. Graças a Deus, estou saindo de cabeça erguida.”
Gabriel Medina. Foto: Sherman/WSL.

Gabriel Medina. Foto: Sherman/WSL.

“O mar variou bastante, eu me adaptei bem nos rounds que tive. Foi uma pena, porque o mar ficou bem ruim. Foi difícil de surfar. Independentemente das notas, fiz o meu melhor. Graças a Deus, estou saindo de cabeça erguida”, falou o local de Maresias.

Apesar do vice em Pipeline, John John garantiu seu segundo título consecutivo na elite. Medina precisava vencer o campeonato e torcer para o havaiano cair antes da decisão, já que o havaiano havia passado por uma polêmica bateria na 3ª fase contra o australiano Ethan Ewing. Nas redes sociais, os internautas não se conformaram pelo fato de os juízes não terem dado a nota da virada para Ewing, assim como pelas pontuações atribuídas ao brasileiro na última etapa do ano.

Apesar de não ter levado o bi, o surfista de Maresias seu show no Pipe Masters. Foto: Poullenot/WSL.

“É difícil lidar com isso. Eu não posso falar, não tenho muito o que falar, mas todo mundo viu e não tem muito o que fazer. O meu trabalho é surfar. Ir lá, fazer o meu melhor, e o que eles decidirem, está tudo bem”, afirmou Medina.

FALTA DE ONDAS EM BATERIA DECISIVA

A derrota nas quartas de final para Gabriel Medina foi ainda mais dolorosa pela falta de oportunidades. O brasileiro esperou quase 20 minutos por uma onda. Medina somou 4,77 e 1,27 contra 7,33 e 5,43 de Jeremy Flores. Ele aguardou com paciência, mas não teve chance de buscar por ao menos um 7,99 que lhe daria a vitória e a classificação para a semifinal.

“O meu trabalho é surfar. Ir lá, fazer o meu melhor, e o que eles decidirem, está tudo bem.”

O brasileiro no Quiksilver Pro Gold Coast este ano, onfe ficou com a terceira colocação. Foto: Sloane/WSL.

A temporada de Medina foi marcada por altos e baixos. Ele abriu o ano com um 3º lugar na Gold Coast australiana, mas se prejudicou nas etapas seguintes por conta de uma lesão no joelho direito. A recuperação começou em Jeffreys Bay, na África do Sul, e o brasileiro foi responsável por uma reviravolta na briga pelo título. De carta fora do baralho, tornou-se um dos principais cotados ao título, ao lado de John John.

Medina em ação na etapa nas ondas de J-Bay. Foto: Tostee/WSL.

“Foi um ano que aprendi bastante, lutei mais… Agora é recomeçar tudo do zero. É pensar positivo.”

Medina diz que agora é recomeçar tudo do zero e pensar positivo. Foto: Heff/WSL.

“Foi um ano bom. Na verdade, como tive uma lesão no início do ano, perdi praticamente duas etapas, e no Rio ainda estava machucado, mas a lesão faz parte. Eu não estava contando que eu ia chegar aqui no Hawaii com chances de título, mas cheguei em segundo. Avaliando o total, foi bom. Foi um ano que aprendi bastante, lutei mais… Agora é recomeçar tudo do zero. É pensar positivo”, finalizou o campeão mundial de 2014.

Na próxima temporada do Circuito Mundial, a partir de março de 2018, na Gold Coast, o Brasil terá 11 representantes, dois a mais do que em 2017. Ao fim da etapa, foram definidas as últimas vagas na elite em 2018.

Fonte: globoesporte.globo.com