MELHORES MASTERS DO BRASIL DÃO SHOW NAS ONDAS DA PRAINHA

O Circuito Prainha Master já é tradição o Rio de Janeiro por receber os melhores Masters do país para as disputas do campeonato que celebra os grandes nomes do surf que escreveram a história da modalidade no Brasil.

Neste final de semana, dias 22 e 23 de outubro, as ondas da Prainha receberam a terceira etapa do Prainha Master 2016. O primeiro dia de competição, sábado, começou com ondas alinhando e um pouco balançadas, mas nada atrapalhou o brilho da confraternização entre alguns dos principais personagens da história da modalidade no Brasil.

Fotos por Nelson Veiga.

Lula Menezes. 

O cronograma das provas teve início pontualmente às 8h com a categoria Pro Master. Logo no quarto confronto, o cearense Angelino Santos fez a maior pontuação do dia, com notas 8,75 e 7,90, somando 16,65 pontos dos 20 possíveis. Nesse embate, Angelino foi seguido por Luiz Menezes, que também garantiu vaga nas disputas para o domingo decisivo. Milton Morbeck e Haroldo Lopes encerraram em terceiro e quarto nessa bateria, respectivamente. Quem também ficou para disputar o título da etapa na Pro Master foi a dupla Alexandre Dadazinho e Flávio Costa.

Ricardo Alla.

No começo da tarde de sábado, o vento diminuiu e as ondas começaram a melhorar. Na categoria Grand Kahuna, Cadu Alla, 53 anos, fez o maior somatório, vencendo Marcelo Boscoli, Marquinho Cocota e Antonio Ricardo, segundo, terceiro e quarto colocados.  “Começei a surfar aos 17 anos. Com certeza, a Prainha é a praia mais linda do mundo. Minha prancha Electra, do Mario Flávio, está show”, comemorou Cadu, logo após sair da água. E entre os Legends, Lula Menezes fez a outra maior nota do dia: 8,75 pontos. Com a ajuda desse high score, Lula passou com o Juca na primeira bateria, derrotando Wady Mansur e Breno Sivak.

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Já o domingo foi o dia de decisão, com ondas de um metro de altura, e também foi marcado pela atmosfera de confraternização na faixa de areia mais surf do Rio de Janeiro. E quem se destacou dessa vez foi Flávio Costa, com a maior média das finais na categoria Pro Master – 16,85 pontos dos 20 possíveis – e Ricardo Bocão, o melhor Grand Legend da vez.

Beto Cavallero. 

As finais começaram com a categoria Grand Kahuna, por volta de 11h da manhã. Com notas 6,50 e 5,90, Beto Cavallero bateu todos os adversários para ficar com o maior caneco. Marco Brandão ficou na cola dele, na segunda posição, com Marcelo Boscoli encerrando sua participação em terceiro e Rodolfo Lima em quarto lugar.

Betinho Dengue. 

Logo depois, foi a vez da Legends entrar na água. Após conseguir uma nota 5,50 Ronaldo Moreno achou a segunda nota que fez diferença no somatório final e ficou com o título nas ondas da Prainha. Antônio Neném não conseguiu trocar o 2,50 para somar com sua nota cinco pontos e acabou na segunda posição. Zé Alla e Lula Menezes terminaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

Alexandre Dadazinho.

Guilherme Gralha e Sergio Marchetti foram os grandes nomes das categorias Kahuna e Grand Master, respectivamente, terminando ambos na primeira posição. Marchetti achou duas ondas muito boas e, com 14 pontos no somatório final, terminou sua participação no lugar mais alto do pódio.

Cabeça. 

Na bateria mais celebrada e badalada da competição, a Grand Legends, Ricardo Bocão foi o grande campeão. Nesse confronto, para surfistas com 60 anos ou mais, Bocão despachou companheiros que dividem o outside por muito tempo e têm muita história para contar. Otávio Pacheco ficou no calcanhar de Bocão, garantindo a segunda posição, enquanto Daniel Friedman e Ronaldo Moreno encerraram em terceiro e quarto, respectivamente. E para encerrar, Marcelo Freitas despachou todos os adversários na Master e levantou o caneco da terceira etapa do Prainha Master 2016.

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Confira abaixo todos os resultados.

Grand Legends
1. Ricardo Bocão
2. Otávio Pacheco
3. Daniel Friedman
4. Ronaldo Moreno

Grand Kahuna
1. Beto Cavallero
2. Marco Brandão
3. Marcelo Boscoli
4. Rodolfo Lima

Legends
1. Ronaldo Moreno
2. Antônio Neném
3. Zé Alla
4. Lula Menezes

Kahuna
1. Guilherme Gralha
2. João Paulo Veiga
3. Raphael Neto
4. Joelson Tinguinha

Grand Master
1. Sergio Marchetti
2. Gulherme Penteado
3. Fabio Lopes
4. Eduardo Dado

Master
1. Marcelo Freitas
2. Duda Gonçalves
3. Rafael Noel
4. Carlos Matias

Pro Master
1. Flavio Costa
2. Angelino Santos
3. Alexandre Dadazinho
4. Luiz Menezes

O Circuito Prainha Master 2016 tem o patrocínio da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Lojas WQSurf, Sandálias Kenner, AMBEV, Wetworks pranchas de surf. Realização Associação dos Surfistas e Amigos da Prainha (ASAP) e homologado pela FESERJ – Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro. O Circuito também conta com o apoio da Savior Atendimentos Médicos, Aliança Corretora de Seguros, Art in Surf, Artesanal Produtos Naturais, Restaurante Gugut, Restaurante Los Frick, Óticas Carneiro, Parafinas Fu-Wax, Dr. Web, Quiosques Sould Prainha Rio e Brother, Blocos Teccel, Quilhas Future, Pranchas Island Mana, Macarra Shapes, Estrella Surfboards, Amigo Surfboards, e Sergio Filho Surfboards.

Sobre a ASAP – Associação dos Surfistas e Amigos da Prainha

Tudo começou em 1989, com a negociação de uma moto. Quando o primeiro presidente da ASAP, Carlos Eduardo Cardoso, o Grande’, foi negociar a venda do veículo no escritório da construtora Santa Isabel, ele se deparou com a maquete de um condomínio de prédios que estava para ser construído no lugar onde hoje é o Parque Municipal da Prainha.

Correndo contra a destruição do “santuário dos surfistas” do Rio de Janeiro, em 1990 foi promulgado o projeto do então vereador Alfredo Sirkis, que deu origem à Lei nº 1.534/90, transformando a Prainha em Área de Proteção Ambiental.

Em 1992, o mesmo grupo de surfistas frequentadores da Prainha que protestou contra a construção do condomínio, se reuniu e fundou a Associação de Surfistas e Amigos da Prainha (ASAP), com o ‘Grande’ firmado como o primeiro Presidente do grupo.

Finalmente, em 2001, apos anos de luta, a ASAP alcançou um de seus principais objetivos com a criação do Parque Natural Municipal da Prainha, demarcado como uma unidade de conservação (UC). Apesar de protegida, a Prainha ainda sofre com problemas de desova de carros, festas noturnas, entrada irregular de materiais de construção, furtos na área dos quiosques, etc, Por isso, atualmente a luta da ASAP é pela instalação de dois portais em locais estratégicos, para proteger e controlar os acessos a Prainha.