MESMO SEM PATROCÍNIO, BRASILEIRO BUSCA VITÓRIA NO MUNDIAL PRO JR

Um dos quatro integrantes que está representando o Brasil no Mundial Pro Junior de Surf da WSL, Kim Matheus busca a recuperação no segundo round do evento em Kiama, na Austrália. Local de São Vicente e filiado à Associação Santos de Surf, Kim ficou em segundo lugar na sua bateria de estreia, superado pelo norte-americano Griffin Colapinto e à frente do sul-africano Bevan Wilis.

Mesmo sem patrocínio, Kim Matheus está confiante por um bom resultado na Austrália. Foto: Reprodução Facebook.

Kim é um dos quatro brasileiros no Mundial Pro Junior da Austrália. Além dele, o Brasil também conta com o ubatubense Wesley Dantas, o catarinense Mateus Herdy, classificados em primeiro em suas baterias, e a catarinense Tainá Hinckel no feminino.

Kim em Kiama. Fotos: Arquivo Pessoal.

Agora, o surfista volta ao mar contra o peruano Alonso Correa para surfar pela classificação ao round três e demonstra confiança em uma boa atuação. “Surfei bem na minha bateria, porém não consegui passar. Mas estou com expectativa boa. Já sei o que tenho de fazer para passar a bateria. Então é ir com tudo, ir para cima. Estar aqui é diferente, importante para o meu futuro. Estou entre os melhores do mundo no Pro Junior. Nunca tinha participado de um campeonato grande assim. É irado competir com atletas que têm nome forte, conhecidos mundialmente. Me faz querer surfar melhor”, conta Kim, que é treinado pelo técnico Pedro Souza, também coordenador do Centro de Alto Rendimento Santos de Surf.

Apesar de estar na principal competição do mundo para a nova geração e ter se classificado entre os quatro primeiros do continente, Kim viajou para a Austrália sem patrocínio, com o bico de sua prancha em branco. A ajuda financeira vem do pai, Antonio Carlos Marcondes. “Estou bem animado e espero que esse campeonato impulsione a minha carreira. Tudo vai depender do meu resultado aqui para fazer as estratégias para as etapas do QS”, diz Kim.

Kim teve uma ótima atuação durante o  Hang Loose Surf Attack no ano passado. Foto: Munir El Hage.

Para o presidente da Associação Santos de Surf, Marcos Andrade, o ‘Cabeça’, a presença de Kim Matheus no Mundial resgata a força da Baixada Santista no cenário mundial. “Já tivemos grandes representantes e o Kim é um exemplo que estamos desenvolvendo um trabalho para Santos voltar a ter sua força. O Centro de Alto Rendimento é um primeiro passo para estruturarmos cada vez mais a formação de novos valores. Estamos todos na torcida pelo Kim”, fala ‘Cabeça’.

Os atletas do Pro Junior na Austrália. Foto: Cestari/WSL.

O Mundial Pro Junior de Surf da WSL, tradicional competição realizada no início de cada temporada, já revelou grandes nomes, como Andy Irons, na edição inicial em 1998, Joel Parkinson e os brasileiros Gabriel Medina e Adriano de Souza. Uma das grandes sensações do evento este ano é o australiano Ethan Ewing, recém-classificado ao WCT 2017 e e melhor atuação no primeiro dia de disputas foi do norte-americano Jake Marshall, com 14 pontos, seguido de perto por Griffin Colapinto.

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