No legs, no limits”, esse é o lema de Kanya Sesser.

23 anos, modelo e atleta, Kanya Sesser nasceu sem as duas pernas e foi adotada na Tailândia quando tinha cinco de idade. Depois de se mudar para os Estados Unidos com seus pais adotivos, Kanya aprendeu a andar sobre as mãos e agora usa um skate para se locomover. E não para por aí! O surf  e snow também estão em sua lista de esportes do  coração.

Kanya disse que começou a praticar esportes quando era criança porque gostava de estar na rua. “Quando estava crescendo, era muito ativa e praticava esportes com outras crianças. Sempre foi tudo muito cordial.” E  quanto à carreira de modelo, a jovem começou a trabalhar como modelo para marcas esportivas quando tinha 15 anos e foi destaque da Billabong em 2014.

Em entrevista ao New York Daily News, Kanya dia que ama o trabalho porque ele mostra um tipo diferente de beleza:  “Ser modelo é divertido e mostra a minha história.“Sou diferente, e isso é sexy. Não preciso de pernas para se sentir sexy.”


“Gosto de ganhar dinheiro com isso e amo mostrar para as pessoas um outro tipo de beleza.Essas imagens mostram minha força.”


Apesar de amar ser modelo, Kanya diz que os esportes e as competição vêm em primeiro lugar. “A carreira de modelo não é a principal prioridade, é mais um trabalho secundário”, fala.  Morando hoje em Los Angeles, ela tem uma agenda atribulada, cheia de sessões de fotos, passeios de skate, surf e palestras motivacionais.

Em seu tempo livre, gosta de tênis, basquete de cadeira de rodas, hóquei de trenó e natação. A atleta também está treinando para competir em mono-esqui nos Jogos Paraolímpicos de Inverno de 2018.

 


“A maioria das pessoas se trava porque a sociedade as faz se sentirem pouco à vontade com a situação em que estão. Você tem de abrir um caminho diferente para si mesmo, porque ninguém vai fazer isso por você.”


Em última análise, a atleta e modelo diz estar contente com quem é, e o que ela faz é o que a deixa mais feliz: “Nem todo mundo tem a confiança necessária para perceber o quão forte você realmente é por dentro.”

Aqui no Brasil, um grande exemplo de garra e superação é o surfista adaptado de 11 anos Davi Teixeira, ou Davizinho Radical, como é mais conhecido, que realizou sua primeira viagem ao Hawaii no fim do mês de agosto e já marcou presença no segundo degrau do pódio. O atleta foi vice-campeão da décima edição Duke’s Annual Ocean Fest, evento realizado na praia de Waikiki em homenagem ao grande pai do surf, Duke Kahanamoku. Confira aqui.

Por Longarina, parceira da Surfar na seção Surf Feminino.