O carioca Pedro Tojal é considerado um dos melhores fotógrafos de surf do mundo. Staff da Surfar desde o nascimento da revista, ele viaja o planeta em busca das ondas mais tubulares e perfeitas. Tojal, como é conhecido, costuma passar meses nos destinos escolhidos para as reportagens. Imergido na cultura local, sempre apresenta uma visão mais realista dos lugares visitados, nem que para isso ele tenha que acampar em ilhas desertas ou no meio da selva. Ele diz que os “perrengues” nos aproximam da realidade local e fazem as histórias ficarem mais interessantes. Além dessas experiências de vida, Tojal sempre volta das trips com fotos que misturam arte com ação e fazem com que os leitores da Surfar tenham uma visão que somente os surfistas conhecem.

Nascido: 04/08/1982

Cidade natal: Rio de Janeiro

Residência: Seis meses na Indonésia, três meses no Hawaii e o resto do ano entre aeroportos e o Rio de Janeiro

Tempo de fotografia: 14 anos

Equipamento atual:Câmera Nikon D7100, caixa estanque Del Mar Housing e algumas lentes, sendo que a favorita é uma fisheye 10.5mm.

Melhores picos para fotografar: Qualquer lugar que tenha tubo e pouco crowd… Meus 10 favoritos são o Alfa Barra, Apocalipse, El Gringo, Greenbush, Grower, Off The Wall, Puerto Escondido, Teahupoo, The Box e um secret na Polinésia Francesa.

Capas publicadas: Mais de 40 capas, sendo que 16 delas na revista Surfar.

Influência: Scott Aichner está no topo de uma lista grande de referências na fotografia de surf

Site e redes sociais: Minhas fotos podem ser vistas no site, Facebook e Instagram da Surfar.

“Mais do que fotos, experiências de vida!”

Um dia de Alfa Barra pesado, com ondas de 10 pés, e só surfistas de tow in no outside. Entrei nadando, tomei várias bombas na cabeça e fiz essa foto do Trekinho, uma das maiores ondas que já registrei de dentro d’água no Brasil.

O COMEÇO

Desde muito pequeno, eu fui acostumado a ficar dentro d’água. Meu pai, que além de jornalista é velejador e mergulhador, sempre fez questão de me ensinar sobre os oceanos. Aos três anos de idade, nós já velejávamos juntos e não demorou muito para ele me apresentar ao fundo do mar. Com o tempo passei a fazer caça sub, mergulhos profundos, surf, até que cheguei à fotografia, a minha grande paixão. Todo esse contato com a água salgada me ensinou sobre os principais quesitos para se trabalhar dentro do mar: conhecimento sobre os oceanos, respeito à natureza e tranquilidade psicológica. Dominando esses fatores, eu não precisei ser um atleta para encarar condições extremas, muito pelo contrário, só faço exercício quando estou fotografando.

A fotografia aquática entrou na minha vida em 2000, quando eu surfava diariamente com um amigo chamado Daniel. Um dia ele chegou com uma câmera descartável à prova d’água e propôs: “Cada um pega três ondas e o outro fotografa, depois trocamos até o filme acabar”. As fotos que eu fazia dele ficavam boas, mas as que ele fazia de mim ficavam horríveis. Cansado de gastar dinheiro com câmera e revelação, pensei: “Ou eu sou péssimo surfista ou tenho algum dom para fotografar!” Preferi acreditar que tinha talento como fotógrafo e investi em uma câmera digital de bolso da Sony (P-93), que era a única da época que possuía caixa à prova d’água. Naquele ano os fotógrafos profissionais ainda trabalhavam com câmeras de filme e viam esse tipo de máquina como um brinquedo, mesmo sendo uma das inovações dos anos 2000.

A CÂMERA DE BRINQUEDO

Incrivelmente a P-93, que todos chamavam de brinquedo, era capaz de fazer fotos nítidas e com aspecto profissional. A explicação estava na qualidade ótica utilizada pela Sony, que montou essas câmeras com lentes Carl Zeiss, uma das melhores do mundo. O único defeito desse modelo era a falta do modo sequência, então, eu só podia fazer três clicks por onda: um do drop, outro da cavada e o último do tubo ou manobra.

Essa limitação da câmera acabou me ajudando na questão do “time” e posicionamento dentro d’água. Sempre que um surfista pegava uma onda, eu já tinha que prever onde seria o momento mais bonito para assim poder me posicionar e clicar no lugar certo, já que a máquina demorava muito entre um click e outro. Só como exemplo, minha câmera atual faz seis fotos por segundo, enquanto essa Sony fazia apenas uma por segundo.

Entre 2001 e 2006, o Rio de Janeiro foi meu cenário e eu encarava qualquer tipo de mar com a P-93, não importava o tamanho das ondas. O resultado das minhas aventuras com a “xeretinha”, apelido carinhoso da câmera, era publicado no meu instinto site Zona Surf. Os visitantes eram surfistas cariocas e o boca a boca sobre a qualidade das fotos fez com que jornais e revistas começassem a solicitar meu trabalho.

Naquela época, poucos fotógrafos faziam imagens aquáticas do Rio e essa perspectiva única da Cidade Maravilhosa começou a me ajudar a ser reconhecido no mundo da fotografia e entre os veículos de comunicação. Esse foi um momento decisivo na minha carreira, pois mesmo eu cursando uma faculdade e trabalhando em uma agência de publicidade, ainda tinha dúvidas sobre qual caminho seguir e essa demanda pelas minhas fotos me ajudou a tomar uma decisão.

CHILE – A 1ª TRIP COMO FOTÓGRAFO

Eu aprendi os fundamentos básicos de fotografia na faculdade de comunicação. Assim que me formei na ESPM, em 2006, vendi meu carro, comprei uma passagem de ônibus Rio x Arica e pedi demissão da agência que trabalhava. Eu já sabia que escritório e vida de cidade grande não eram as opções que queria para mim. Junto com meu amigo Daniel, parti rumo ao Chile para fazer a minha primeira trip internacional como fotógrafo. Meu objetivo era registrar El Gringo, uma onda extremamente perigosa e conhecida como a Pipeline chilena.

Depois de 120 horas viajando, cheguei a Arica e fui direto registrar a final do campeonato chileno de surf. Os locutores falavam mais de mim do que sobre a competição. “Quem é o louco que parece uma foca, com roupa de mergulho e câmera de brinquedo?”, diziam eles. No fim do evento, por falta de experiência, passei um CD com o material para o pessoal da organização. No dia seguinte fui surpreendido com uma foto minha na capa do jornal chileno. Ironicamente, escolhi Arica pelos tubos e a minha primeira publicação internacional foi de uma rasgada.

ESTREIANDO NO HAWAII

Depois do Chile ainda fiz algumas viagens com a “xeretinha”, inclusive a minha primeira temporada havaiana. Os surfistas e fotógrafos locais não acreditavam quando me viam em Pipe, Backdoor, OTW e Waimea com aquele equipamento. Várias vezes ouvi xingamentos por causa da câmera, mas sempre que eu partia para cima os caras “amarelavam”. Era constrangedor entrar nos mares com a “xeretinha”, porém eu sabia que podia fazer boas fotos. Na época, as câmeras digitais profissionais eram novidades muito caras e eu me virava como podia.

A disposição que eu tive na época me ajudou a superar a limitação do equipamento. Mesmo com uma “câmera de brinquedo”, eu consegui vender fotos dessa temporada para revistas e marcas de surf.  Apesar dessas publicações, eu sabia que precisava de uma lente olho de peixe para fazer ângulos diferenciados. Procurei por câmeras profissionais, mas eram caríssimas. Depois de muita pesquisa, achei uma solução improvisada, mas que me permitiu fotografar de dentro dos tubos e bem mais próximo dos surfistas.

A PRIMEIRA FISHEYE

Essa foi a primeira caixa adaptada para a lente olho de peixe que usei. Fiz essa adaptação e testes no Rio usando um chuveiro, durepox, cola e parafusos. O único problema era o peso, tanto que a caixa ganhou o apelido de “Âncora”. Cheguei a fazer trips para o México e Hawaii com esse equipamento. Depois de quase me afogar diversas vezes, tomei vergonha na cara e comprei uma câmera profissional com uma caixa estanque de verdade.

Já em posse de uma caixa estanque de qualidade e uma câmera profissional, ficou mais fácil trabalhar. Diego Silva, no estúdio Alfa Barrels.

O MELHOR ESTÚDIO DO MUNDO

Uma pergunta que sempre me fazem é: Qual o melhor lugar para fotografia aquática do mundo?  Para mim o Tahiti é o melhor de todos e os motivos são simples. O mar é azul, a água é quente, o clima é tropical, as ondas são perfeitas, tem pouca gente e é certo que o sol vai brilhar em algum momento do dia, já que as nuvens não param nessa ilha perdida no meio do Pacífico Sul. Além dos fotógrafos de surf, diversos outros profissionais visitam o arquipélago para fazer fotos publicitárias. Quem nunca viu aquelas propagandas com ilhas desertas, coqueiros e mar azul? Pois é, provavelmente essas fotos foram feitas lá!

Duas das minhas ondas favoritas para fotografar se encontram na Polinésia Francesa. Teahupoo, que eu considero a onda mais perfeita do mundo por quebrar sempre no mesmo lugar e com qualquer tamanho, é o paraíso para os fotógrafos que podem trabalhar dentro d’água ou nos barcos que ficam bem pertinho da bancada, proporcionando uma visão lateral rara de se conseguir em picos de surf com ondas extremas. Atualmente é um dos lugares mais procurados pelos big riders e, consequentemente, por dezenas de fotógrafos que lotam o canal em dias de ondulações grandes em busca do melhor click.

No entanto, é em outra ilha polinésia que se encontra uma das ondas mais raras e tubulares do mundo. Uma direita longa, com cinco seções de tubo, que precisa de uma combinação exata de vento e swell para quebrar. Costumo comparar essa onda com Desert Point, só que para a direita e mais pesada, inclusive uma das seções é conhecida como “Hospital Bowl”. A bancada faz uma curva tão grande que às vezes a onda começa com vento maral e termina com terral. Os surfistas locais proíbem qualquer tipo de registro do pico e preservam esse lugar como uma joia rara.

Quando fui lá pela primeira vez, eu não sabia sobre a proibição das câmeras e sem perder tempo corri para dentro d’água.  No outside vi um taitiano pegar um tubão azul e sem hesitar fiz a foto. O cara era o maior local da área e voltou gritando: “Não pode fotografar aqui!”. Na hora mostrei a foto para ele e disse que jamais explanaria o nome do lugar. Para minha surpresa, ele sorriu, pediu a foto para fazer um quadro e disse duas frases que levo para minha vida: “Guarde seus tesouros em segredo e só assim eles se manterão intactos… O que não é conhecido, não é cobiçado!”

HAWAII – ENTRE O CÉU E O INFERNO

O Hawaii é o berço do surf e com isso milhares de surfistas e fotógrafos buscam no arquipélago a onda e a foto da vida. Minha primeira temporada havaiana como fotógrafo foi em 2007 e, desde então, nunca deixei de passar um inverno por lá. Todo ano regresso, mesmo sabendo que vou me estressar com outros fotógrafos, que irei tomar muita onda na cabeça e que corro riscos de me machucar ou até morrer. O Hawaii é como uma droga! Aquela adrenalina de entrar no mar grande ou a sensação de passar por ondas pesadas acaba se tornando um vício. Mesmo com crowd, estresse e riscos, eu continuo amando o North Shore.

Pipeline é a onda mais cobiçada do mundo e certamente a que mais foi fotografada na história. O localismo não é apenas de surfistas, lá também existe o localismo de fotógrafos. Já cansei de discutir com outros profissionais por questões de posicionamento ou preferência na hora de fotografar um atleta específico. Quando entro na água, eu não falo com ninguém, gosto de ficar concentrado e sei que se eu der brecha os havaianos “crescem para cima”. Então, eu fico de cara fechada, faço meu trabalho, tento não atrapalhar ninguém e respeito todos, principalmente o mar, já que é ele quem manda. Já vi muito cara que se acha “fodão” se quebrar todo por lá.

Existem linhas imaginárias em Pipe que determinam aonde cada fotógrafo vai ficar. Aqueles que usam lentes objetivas (o popular zoom) ficam mais no canal, sempre alinhados para um não atrapalhar a foto do outro. Os fotógrafos que usam lentes “olho de peixe” ficam mais perto da ação e disputam braço a braço o melhor ângulo. Os havaianos acabam tendo a prioridade, já que estão trabalhando com os surfistas locais, que pegam 99% dos tubos. Os fotógrafos do Brasil que buscam registrar os conterrâneos acabam sofrendo, já que ficam horas “tomando na cabeça” esperando um brasileiro conseguir pegar uma onda.

Off The Wall acabou sendo um refúgio para os brazucas no Hawaii. As ondas não são tão perfeitas e a maioria fecha, porém os tubos são tão largos quanto Pipe e Backdoor. Para os surfistas isso é ruim, mas para nós fotógrafos isso não é problema, já que buscamos por momentos perfeitos e não ondas abrindo. Nas minhas primeiras temporadas, eu fotografava praticamente sozinho ali. O Manga e o Gordo sempre iam para lá quando cansavam de disputar ondas em Pipe e sobrava para mim a missão de fotografar e tomar as “bombas na cabeça”. Hoje OTW já está crowd, mesmo assim continua sendo meu pico favorito no Hawaii.

Gabriel Pastori fugindo do crowd em Off The Wall, um estúdio para fotos aquáticas com tubos largos e cores incríveis.

INDONÉSIA – A SEGUNDA CASA

Dizem que surfar é como fazer sexo com o oceano, então pegar um tubo seria o orgasmo máximo! Agora imagina gozar por um minuto? Na Indonésia é possível, pelo menos se você é surfista. Com bancadas perfeitas, esse é o lugar para quem gosta de ondas tubulares. Como eu sempre busquei por isso, achei por lá amores salgados que não consigo largar. São paixões “apocalípticas” que passam por Greenbush e vão até o Grower. Costumo dizer que se as ondas fossem mulheres, a Indonésia seria o maior harém do mundo.

Se para os surfistas a Indonésia é um paraíso, para os fotógrafos trabalhar por lá pode ser perigoso, já que as correntes são fortes e as ondas quebram em cima de corais afiados e venenosos. Mesmo assim vale o risco, já que os tubos e os cenários proporcionam fotos incríveis. Para minimizar as chances de acidente, eu sempre uso luvas e blusa de borracha para evitar cortes e machucados. Outro acessório que uso é a nadadeira de mergulho, que é mais longa e me ajuda a nadar melhor contra a correnteza.

A minha base na Indonésia é Bali, por questões de logística. Na ilha consigo voos para qualquer lugar, tenho acesso à internet e consigo trabalhar em conexão direta com a redação da Surfar no Rio de Janeiro.

Quando entra swell, eu sempre saio de lá, já que os principais picos da ilha ficam lotados de surfistas e fotógrafos. Como passo meses na Indonésia, eu já criei uma relação especial com o povo, principalmente o de Desert Point. Com as reportagens na Surfar, o turismo de brasileiros aumentou e isso leva dinheiro para a comunidade, que vive basicamente do surf.

Essa divulgação pode parecer ruim para alguns surfistas, porém para os locais é motivo de alegria e a chance de uma vida melhor. Além de movimentar a economia local, fazemos diversas doações e ensinamos as crianças a surfar, a cuidar do lixo e a falar inglês e português.  A fotografia é uma arte que eterniza momentos, porém pode ser usada para fazer o bem e ajudar os outros. Através das fotos, eu pude ter experiências de vida que me fizeram ser uma pessoa melhor.

Foram 16 capas publicadas na Surfar e, sem dúvida, esta é uma das favoritas. Eric de Souza, no Grower.

FRONTAL COM VISUAL 

Para fazer essa foto, eu fico no caminho que será percorrido pelo surfista. Não é preciso ficar muito perto do atleta, já que o objetivo é mostrar a onda e o visual. Essa é a foto aquática mais clássica e perfeita para mostrar o ambiente que está sendo registrado. Excelente ângulo para emplacar página dupla, já que o surfista fica de um lado e o visual do outro.

FRONTAL FECHADO

Esse ângulo exige que eu me posicione bem perto e para baixo da área de drop do surfista, ficando praticamente em seu caminho. Quando o atleta bota para dentro do tubo, eu estico meu braço em direção ao rosto dele, o mais dentro possível da onda. Essa foto é feita bem de perto, o que aumenta o risco para o fotógrafo e surfista. Ótimo ângulo para fotos publicitárias.

FRONTAL POR CIMA

Fico do lado da área de drop. Quando o surfista bota para dentro do tubo, eu levanto o braço e faço a foto na parte de cima da parede, com a onda já passando por mim. Esse ângulo dá ao leitor a sensação de estar passando por cima da onda vendo alguém pegar um tubo. É preciso cuidado para não espumar o lip. Foto boa para aberturas de matérias e editoriais.

FRONTAL POR BAIXO

Para esse tipo de foto, eu me posiciono na linha que o surfista irá seguir, ficando na reta da prancha. É importante mirar a câmera para cima em direção do atleta e assim que ele estiver quase batendo na lente afundar. Esse ângulo é muito arriscado para o equipamento e fotógrafo, que pode ser atropelado pela prancha ou até mesmo sofrer cortes com as quilhas.

VISÃO DO TUBO POR DENTRO

Fico bem perto e para baixo da área de drop, praticamente no caminho do surfista. Quando o atleta está cavando para o tubo, eu dou as costas para ele, fico na parte de cima da parede, miro a câmera para fora do tubo e assim que ele passa faço o click. É preciso ter sintonia com o surfista para não acertar a cabeça dele. Esse é o tipo de foto que mostra a visão que o surfista tem.

VISÃO DO TUBO POR BAIXO

Esse ângulo exige que eu fique em baixo da seção mais tubular da onda. Quando o tubo começa a rodar, eu me posiciono na reta do lip e espero o atleta passar. Depois que ele passou, eu miro a câmera para as costas dele e faço o click, mostrando o caminho que ele está seguindo. Esse tipo de foto é difícil de fazer, já que eu fico na base da onda e normalmente a prancha levanta muita água na lente.

VISÃO DO TUBO DE LADO

Procuro ficar onde os tubos estão rodando. Quando o surfista bota para dentro, eu fico do lado dele, na parte da base, mirando reto paro o outside. Assim que ele passa por mim, eu estico a câmera e faço o click. Não viro a câmera para nenhum lado e boto o atleta no centro. Esse ângulo exige atenção, já que o surfista pode cavar demais e te atropelar. Ângulo muito bom para fotos publicitárias.

RETO PARA A PRAIA

É preciso ficar na seção mais tubular da onda e bem colado na parede. Quando o surfista está quase chegando, eu miro reto para a areia e espero ele passar entre mim e a cortina de água para fazer o click. É preciso ter cuidado para não acertar a câmera na cabeça do surfista ou voltar com o repuxo. Esse ângulo também é muito bom para fotos publicitárias que buscam mostrar camisas, bermudas, acessórios ou roupas de borracha.

POR BAIXO D’ÁGUA

Para fazer esse ângulo é preciso entrar no mar com esse objetivo, já que a configuração da câmera é diferente quando fazemos fotos dentro e fora d’água. Outro fator que influência na nitidez é o tipo de frente que usamos na caixa estanque. Se ela for esférica, as foto não sairão nítidas. É preciso uma frente plana para fazer fotos com nitidez por baixo d’água. Um exemplo são as novas Go Pros, feitas com frentes planas por esse motivo.

MEIA ÁGUA 

Essa técnica pode ser utilizada em qualquer ângulo e dá um aspecto plástico para as fotos. O ideal é utilizar uma frente grande para a caixa estanque, o que vai facilitar na hora de fazer a meia água. Deixar o fundo do mar tão claro quanto o lado de fora é quase impossível, já que as configurações são diferentes nesses ambientes. Caso queira fazer isso é preciso ir para lugares com águas rasas e claras ou utilizar um flash na parte submersa.