LIMITE PRA QUEM MESMO?!

A foto do dia vai em homenagem ao surfista adaptado Davi Teixeira, o Davizinho Radical, que se tornou vice-campeão em sua categoria no ISA World Adaptive Surfing 2017 neste final de semana na praia de La Jolla, em San Diego, na Califórnia. (Foto: Sean Evans/ISA)

Davi nasceu portador da Síndrome da Brida Amniótica, uma rara doença congênita ocasionada pelo aprisionamento de partes do feto, por anéis fibrosos do saco amniótico do útero, o que provocou o atrofiamento dos seus membros.

Davi comemorando o vice-campeonato neste final de semana na Calufa. Foto: Reprodução Facebook.

Davi comemorando o vice-campeonato neste final de semana na Calufa. Foto: Reprodução Facebook.

Os médicos diagnosticaram a doença aos cinco meses de gestação, o que deixou toda a sua família em choque. “Foi muito difícil saber que seu filho amado já nasceria com os membros atrofiados e que não se desenvolveriam. Os médicos me indicaram abortar, mas busquei forças na fé”, diz Denise Teixeira, mãe e parceira do atleta.

Para os incrédulos, tais limitações condenariam Davi a uma rotina bem difícil, mas ele não se deixou intimidar pela doença. Influenciado pelo nosso campeão mundial Gabriel Medina, ele decidiu que também iria desfrutar do “esporte dos reis” e assim o fez.

Hoje Davizinho Radical possui um carreira de sucesso no surf e acumula várias vitórias em seus currículo. Além do vice-campeonato este ano na Califórnia, o atleta conquistou medalha de ouro na edição do evento em 2016, foi vice da décima edição Duke’s Annual Ocean Fest, realizado na praia de Waikiki em homenagem ao grande Duke Kahanamoku, e foi o grande destaque da primeira etapa do Circuito ADAPTSURF na praia do Leblon, zona sul do Rio de Janeiro, ambos no ano passado.

“Quando estou na onda, eu penso que estou voando, a melhor sensação do mundo! Quero surfar profissionalmente dentro das minhas limitações, quero ser bom em tudo o que eu fizer e sei que para realizar os seus sonhos basta acreditar que você consegue.” – Davi Teixeira.