“QUERO SER IGUAL AO MEU IRMÃO”

Diz o ditado que filho de peixe, peixinho é… Nesse caso, o parentesco muda para irmã caçula. Aos 10 anos de idade, Sofia Medina carrega um sobrenome que impõe respeito no mundo das ondas e, incentivada pelo irmão mais velho, também quer seguir carreira como surfista. E neste fim de semana, 23 e 24 de janeiro), ela dará outro importante passo para alcançar seu sonho. Sofia vai competir na abertura do Rip Curl Grom Search, o mais importante circuito das categorias de base do país em nível nacional.

Sofia quer seguir os mesmos passos do irmão que foi o primeiro brasileiro a conquistar o título mundial. Foto: Arquivo pessoal.

 

Apesar da “responsabilidade” de carregar o sobrenome do primeiro brasileiro a ser campeão mundial, Sofia não sofre pressão. “O início no surf foi natural com influência do irmão.Mas ela encontrou felicidade nisso. Caso contrário, iria fazer outras coisas. Uma criança de dez anos não faz nada obrigado. Quando não está em você, não curte, não vai fazer. Iria andar e bike, de skate. O importante é que a Sofia está feliz”, conta a mãe Simone.

Família sempre unida. Foto: Arquivo Pessoal.

Com o estilo super protetora, Simone confessa que o coração ainda está firme. “Só quando ela tiver de dropar Teahupoo que não vai ficar bom. Daí, a gente começa a conversar. Por enquanto, com o mar pequeno, está ótimo.  Será que ela não vai querer fazer faculdade de moda? Vou tentar diz a mãe”, brinca a mãe.

Conhecido por ser sério e metódico na preparação de Gabriel Medina, o pai Charles já adianta que a ideia é fazer o mesmo trabalho de preparação com Sofia:  “Agora tenho mais experiência. Sei que quanto menos pressão você coloca, quanto mais calmo tiver o atleta, será melhor.

Sofia com o pai e agora também técnico. Foto: Arquivo Pessoal.

Mas o objetivo é preparar a Sofia para o futuro.” E acrescenta que o sentimento de pai e técnico é o mesmo. “Só tenho mais vivência. Quando comecei com o Gabriel era tudo novo e fui aprendendo. Ela fala que quer competir. Até conversei com ela que a categoria lá é Sub 16. A diferença é grande nessa faixa etária, mas mesmo assim ela quer. As meninas são bem maiores, têm muito mais técnica, força na remada, que conta muito. Mas a ideia é pegar experiência para quando ela tiver 16 anos estar super preparada”, fala Charles, ratificando que o objetivo da filha é mesmo seguir carreira como competidora.

Em relação à vontade da caçula dos Medina querer seguir no surf competição, Charles também revela um sonho mútuo da família. “Quero muito ver os dois competindo no WCT. Não só eu, como a Sofia, o Gabriel e, claro, a Simone. Já a pequena Sofia, por enquanto, quer mesmo é surfar, se divertir, mas sabe que sobrenome Medina exigirá sempre um pouco a mais”, diz.

sofia6“Quero ser igual ao meu irmão”, fala a sempre divertida a garota, que também se aventura no skate. Foto: Arquivo pessoal.

O Rip Curl Grom Search 2016, apresentado por Guaraná Antarctica, terá três etapas este ano sem descartes para a definição dos campeões. Em ação, as categorias  Grommet (até 12 anos), Iniciante (limite de 14 anos),  Mirim e Feminina (no máximo 16 anos e valendo vagas para a final internacional do evento).