Filippe Ferreira domina as ondas com seu kitesurf.

Quem observa o kitsurfista Filippe Ferreira, de 22 anos, não imagina que em algum momento da sua vida houve resistência com a pipa. Com água salgada no seu DNA, ‘Frajolinha’, como é conhecido, já coleciona títulos no esporte que aprendeu a curtir e se superar. O surf sempre fez parte da sua vida, desde sempre, por morar em frente às ondas do Postinho, Barra da Tijuca (RJ), e por algumas temporadas no Hawaii.

Frajolinha voando alto.

“Eu tinha uma certa resistência com o kite. Sempre surfei e competia, daí, vi meu pai ensinando para minha irmã e conseguiu me convencer. Um ano após esse dia, eu já não conseguia mais parar de velejar”, lembra Filippe, que já coleciona alguns títulos como campeão brasileiro (2014), campeão no Pacasmayo Peru Classic (2010/2011/2014), vice-campeão brasileiro (2011), três vezes campeão carioca (2010/2011/2013), além de campeão das etapas do Volkswagen Brazilian Competition no Ceará e em Florianópolis (ambos em 2011), segundo colocado no Super Kite International e terceiro colocado no PKRA World Tour (2011).

Frajolinha começou bem o ano de 2016, após ter aproveitado as excelentes ondas de Peru, Indonésia e durante a temporada do inverno havaiano, onde pôde pegar bons tubos no lado norte da Ilha. “Mal posso esperar pela próxima temporada para poder surfar ondas em Bakyards, mas nada se compara ao meu quintal de casa, no Postinho, sempre encontro boas esquerdas”, fala o atleta, que também considera clássico para o kite picos como as praias do Futuro, Paracuru e Taúba, no Ceará.

Filippe Ferreira no North Shore.

Este ano, Filippe participou das triagens para concorrer a uma vaga durante o mundial de surf Rio Pro, mas o seu foco como kitesurfista profissional é ser campeão mundial. Enquanto isso, ele aguarda a próxima chamada que pode acontecer no mês de agosto, em Marrocos. Para isso, conta com auxílio da sua irmã Milla Ferreira e seu pai Frajola Ferreira, que os acompanha nos treinos e nas viagens.

Frajolinha.

“Treino com a minha irmã, viajamos juntos às vezes e um ajuda o outro. Meu pai é o meu técnico e sempre me aponta onde estão os meus erros, onde preciso melhorar, mesmo eu não ouvindo (risos) no fundo está tudo guardado”, conta.

Filippe também impressiona e dá show no kitewave com manobras que vão desde rasgadas, tubos e até aéreos.

“Poder surfar com mais velocidade, mais rápido ondas que não passaria com a minha pranchinha, ir atrás da onda que eu quiser com o vento. Além de mandar tubos e aéreos, que são manobras que eu gosto muito de executar e já sai automático. Sem dúvidas, sou mesmo muito fissurado em pegar ondas de kite”, conclui o atleta, sonhando com as ondas do Tahiti inesquecível, com ondas entre 2 a 15 pés, 25 nós de vento em um dia chuvoso.

Com água salgada no seu DNA, Frajolinha coleciona títulos no esporte que aprendeu a curtir e se superar.

Por Viviane Freitas. Fotos: Reprodução Facebook.