VOCÊ TEM IDEIA DO QUE É O QS?

O QS 3000 na Praia de Maresias já está chegando, a partir desta quinta-feira, 02 de novembro, e vai contar com grandes nomes entre os tops mundiais. Mas será que você tem ideia do que é o Qualifying Series? Não! Então, se liga aqui!

Para competir no circuito profissional do WCT, a surfistada precisa enfrentar um ano inteiro de etapas no mundo todo para se qualificar. Segundo livro de regras da WSL, os primeiros 10 ranqueados do WCT têm a vaga garantida para a próxima temporada, assim como os seis melhores do ranking do QS, a menos que uma deles já esteja classificado como wildcard.

No caso de empate entre dois surfistas do WCT, uma deles poderá preencher a vaga de wildcard ou serão apenas cinco os qualificadas do QS. Confuso? Calma! Vai fazer sentido!

No final do ano, os surfistas do QS têm seus cinco melhores resultados somados para decidir quem serão os que vão competir o WCT do ano seguinte.

E wildcard é aquele surfista que se destacou durante um evento ou na temporada e é eleito pelo Comissariado da WSL, recebendo pontos durante a temporada e sendo convidado a participar do circuito do ano seguinte.

Quem pode competir? Qualquer surfista que esteja em dia com a mensalidade da WSL.

7941be02a0b3558688275b5e685d865bComo funcionam os QS? São 40 eventos por temporada (60 no masculino) e são cinco os formatos da série de qualificação da WSL: de 1000, 1500, 3000, 6000 e 10000 pontos.

Para chegar a competir o QS 10000 é preciso passar, logicamente, pelos de menor pontuação. Os QS 1000, 1500 e 3000 devem manter o mínimo de 48 surfistas, com 87 baterias de 20, 25 ou 30 minutos, contabilizando 34 horas e 40 minutos de prova.

Os eventos de 6000 e 1000 pontos devem manter o mínimo de 60 surfistas, com 35 baterias de 25, 30 ou 35 minutos, contabilizando entre 14 horas e 35 minutos e 17 horas e 35 minutos, a critério do Chefe de Juízes.

Mesmo com todos esses pequenos detalhes, o básico se mantém: surfar a bateria, avançar de round e garantir uma posição boa no ranking. Por exemplo, Yago Dora, mais um brasileiro se classificou para o WCT de 2018. Yago foi campeão do evento de Azores e garantiu a pontuação necessária para permanecer entre os seis melhores da qualificação. Yago fará companhia a Jessé Mendes no ano que vem.

E do lado das nossas meninas, a primeira colocada do QS é a cearense Silvana Lima, que atualmente ocupa a 12ª colocação no ranking do WCT, com 28,450 pontos, e é a única brasileira no Circuito Mundial 2017.

Silvana Lima durante o Neutrox Weekend, QS 1500 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. Foto: Pedro Monteiro.

Confira também COMO FUNCIONAM AS NOTAS NO WSL, clicando aqui.

Por Longarina, parceira da Surfar na seção Surf Feminino.