WSL ANUNCIA MUDANÇAS NO TOUR

Liga Mundial de Surf avalia possibilidade do Circuito Mundial começar em fevereiro em Pipeline e terminar em Teahupoo.

A World Surf League vem estudado mudanças e avalia um novo formato para o Circuito Mundial. A entidade se reuniu com os atletas nesta semana e apresentou o modelo, porém ainda não há uma confirmação oficial. A revista australiana Stab Mag publicou alguns detalhes discutidos nesse encontro e a notícia traz um grande impacto no atual formato. (Foto em destaque: Poullenot/WSL)

A WSL avalia possibilidade de o WCT começar em Pipeline, no Hawaii, e terminar em Teahupoo, no Tahiti. O campeão mundial seria definido em um evento único nas Ilhas Mentawais, na Indonésia, que hoje faz parte apenas do calendário do Qualifying Series. Confira o que pode mudar no Tour!

WCT pode começar em Pipeline.Foto: Heff/WSL.

WCT pode começar em Pipeline.Foto: Heff/WSL.

Temporada na elite começando em Pipeline

O WCT, hoje disputado como um campeonato de pontos corridos, é uma “volta ao mundo” em 11 etapas, sendo a última parada em Pipeline.

A ideia é de ao invés da etapa em Pipe encerrar o Tour, ela ser o surfe como palco de abertura da temporada em fevereiro.

Evento único para definir campeão mundial

As mudanças radicais podem beneficiar surfistas que nunca sentiram o gosto de ser campeões mundiais. Mas alguns consideram injusto a decisão ser feita em um único evento.

Uma das possibilidade é trazer novamente à Indonésia para o calendário na elite. Atualmente apenas o QS recebe etapas no arquipélago, em picos como Keramas e as Mentawai.

Chance só para os melhores do ranking

Apenas os mais bem ranqueados ganharão a chance de disputar o evento, no qual será conhecido o novo campeão mundial. Provavelmente, serão os seis primeiros do ranking mundial masculino e o Top 4 da tabela entre as mulheres.

E etapa no Tahiti encerraria o ranking mundial. Foto: Cestari/WSL.

Caminho rumo ao topo

Segundo informou a publicação da revista australiana, o sexto do ranking mundial enfrentaria o quinto, o vencedor do duelo teria o quarto colocado pela frente e, assim, sucessivamente. Quem seguir adiante encontrará o número um para definir o campeão mundial da temporada.

Qualifying Series com temporada de três meses

A divisão de acesso, QS, também poderá sofrer alterações e ter uma temporada de apenas três meses, de setembro a dezembro, terminando, a princípio, no Hawaii na Tríplice Coroa Havaiana. Atualmente o circuito conta com 55 etapas em todo o mundo, entre janeiro e dezembro. Os vencedores ganham de 1.000 a 10.0000 pontos, dependendo da competição.

O ano começaria logo a seguir à decisão do título mundial na elite, usando como modelo ligas menores de outras modalidades, permitindo um bom nível técnico de disputa e abrir espaço aos surfistas do WCT que queiram competir, treinar ou se reclassificar para a temporada seguinte.

John John teria aprovado as possíveis mudanças. Foto: Cestari/WSL.

John John teria aprovado as possíveis mudanças. Foto: Cestari/WSL.

Resistência de uns, aprovação de outros

O novo conceito ainda encontra resistência de alguns dos mais respeitados surfistas, que optaram por permanecer no anonimato.

“Isto é uma piada!”, falou uma das fontes à revista. “Muito estranho. Isto faz o Tour parecer com o QS. Diminui. Acredito que o objetivo seja tentar seguir o modelo do Superbowl ou do World Series, tipo playoffs. Estão fazendo de tudo para tornar o surf lucrativo. Parece elitista, como se favorecesse a nomes já consagrados no Tour”, revelou outro atleta à Stab

Mas, por outro lado, há quem também tenha gostado das mudanças no formato do Tour. Segundo a publicação australiana, o atual campeão mundial John John Florence é um deles.  “Seria insano!”, teria dito John John.

E você, o que acha dessas possíveis mudanças no formato para o Circuito Mundial? Vai ser melhor ou pior? 

Fonte: globoesporte.globo.com